
because we separate like ripples on a blank shore
sem descrição

Escrevendo Sobre Quem Escreve
Aqui estou. Novamente. Mais uma noite mal dormida, mais “lindo” domingo rumo a ser desperdiçado no quarto (cortinas fechadas).
A visão perfeita de um “final de semana perfeito”, ao menos para maioria das pessoas. Arrasto-me até o chuveiro (nenhuma outra expressão representaria melhor o trajeto quarto-banheiro). Uma longa (e gelada) ducha com a esperança de tirar à adorável “fragrância de cigarro”. Não que vá resolver. A fumaça não está só nas roupas, na pele, mas agarrando-me as narinas, infestando cada espaço possível, quase posso senti-la em meu cérebro. Os pulmões também se mostram insatisfeitos com a situação. Nesses primeiros minutos o mundo se mostra mais confuso do que o usual. Concentrar-se no caminho rumo ao quarto também já foi mais fácil. Não culparia a bebida, já quase não sinto seus efeitos do “dia seguinte” (devo ter acostumado com esses momentos). Ah, o pescoço... Reclama do mau jeito com que passei “apagado” os poucos minutos que antecederam o nascer do sol (bem ou mal, definitivamente aquela era melhor posição a se encontrar numa estação tubo).
“Tentado achar a si mesmo na perdição?” Ótimo, enfim sabemos para que serviram as aulas de lógica... Algo martela insistentemente minha mente (não me atreveria chamar de consciência). Tratando-se de uma questão existencial (reflexão filosófica barata), então seria está minha busca pelo maravilhoso e glorificado sentido? E se a resposta é sim, quantas sessões terapêuticas como está precisarei para enconta-lo? Bem... Por enquanto continuo por aí, queimando meu “mágico” dinheiro até o filtro (ou deixando-o espalhado por alguma caçada qualquer). “Ao menos não bebo sozinho nesta mesa.”
Escrito em um pequeno e amassado bloco de anotações, com uma fina caneta de tinta indelével preta, sentado em um lugar qualquer.
- Hey, Look! What is that? Moves so fast!
-Never mind… It’s just the life.
-Hummm. I thought that was a car…
(Suspiros)

Algo Sobre Alguma Coisa
No iluminado quarto de aparência quadrada e paredes brancas deitou-se no chão e fitou o teto. Um inseto orbitava o lustre.
Inquieto levantou e foi até a cozinha, estava com a garganta seca. Pegou um copo, colocou-o na mesa. Calmamente andou em direção a geladeira, parou. Abriu-a com um gesto suave como se estivesse tratando de uma delicada donzela. Dois cubos de gelo foram ao copo, melhor três, pensou adicionado mais um. Em seguida a água. Puxou uma banqueta e sentou, ficou ali parado durante alguns minutos vendo o gelo dissolver em meio a água. De certa forma tal imagem lhe “soou” familiar. Sentiu cada gota descendo por sua garganta. Colocou o copo na pia, secou a mesa, estendeu o pano sobre o fogão e retornou ao quarto. Durante o caminho parou de repente na sala, havia um quadro torto, arrumou-o. Aproveitou para olhar pela janela, a rua se mostrava escura e deserta. Fechou a cortina, certificando-se de que não havia ficado nenhum espaço. Já no quarto, tornou a deitar no chão, a tempos não sentia como era macio o tapete. Já faz quase uma hora, ela não deve demorar muito a chegar, cochichou para si. Tornou olhar para cima, agora o inseto preso no lustre, desesperadamente tentava sair, desviou o olhar para o lado. Fechou os olhos, o silencio era tal que podia ouvir seu coração. Deve ser a qualquer momento. Involuntariamente lembrou-se da infância.
Viveu pensando na morte, morreu pensando na vida.
A espera

Não é magoa... Os textos são uma visualização da verdade. Tudo o que faço é olhar ao redor, imaginar e colocar no papel “imagens” da vida real... Ok, ta certo que não são alegres... Mas alguém tem que ser o problemático da historia não?
Eu tento escrever sobre coisas bonitinhas, mas não sai nada. Apenas o bicho homem e sua complicada existência... Poderia falar de filosofia, mas não sou filosofo (longe disso). Logo só me resta o amor, ou a ausência do mesmo.
Tadeu nunca dormia. Desde quando era apenas um bebê, mantinha os olhos abertos a noite inteira, a manhã inteira, a tarde inteira.
Os pais levaram a criança a vários pediatras. Nenhum soube explicar a questão. Tentaram de tudo. Comidas, chás, brincadeiras, remédios, hipnose, alguns remédios proibidos inclusive, e nada funcionara, culminando em noites dentre choros contínuos do bebê, que necessitava atenção, enquanto eles pareciam zumbis, caindo pelos cantos da casa, cheios de olheiras e bocejos.
Seus pais faziam uma escala para cuidar da criança. Para exemplificar precisamente como era trabalhoso cuidar de uma criança que não dormia vejamos como foi a vida dos progenitores:
O Pai: Arlindo era um homem correto, ético e a cima de tudo respeitado. Nasceu em na cidade, e vai morrer na mesma cidade. Tem seus sonhos, e nunca os realizará. Fez seus cursos de aperfeiçoamento técnico, onde conheceu um amigo, que o levou a um barzinho, onde tragou seu primeiro cigarro. Neste bar, Arlindo conseguiu dois vícios que levaria até o fim dos seus dias – nicotina e Tânia, que se tornou sua esposa.
A Mãe: Tânia, era uma garota normal em sua adolescência, namorou, mas não muito, estudou, mas não muito, consumiu, mas não muito, e por fim bebeu, mas o suficiente para conhecer seu marido.
Na primeira noite, apaixonaram-se. Arlindo ficou com o telefone de Tânia. 5 meses depois estavam namorando. Um ano depois se casavam. No segundo ano de casamento, celebravam a aprovação de Arlindo no concurso público para uma vaga de auxiliar de almoxarifado da prefeitura. No terceiro ano de casamento Tânia engravidou, e desde o parto, o inferno começou.
Arlindo tinha de trabalhar em horário administrativo na prefeitura, tendo apenas a noite livre para cuidar do bebê, que era o momento para Tânia dormir, já que cuidava da criança por todo o dia. Em alguns fins de semana eram socorridos pela vovó Nanda, mãe de Tânia, que ficava com o garoto no sábado, deixando 12 horas de sono aos dois.
E assim cresceu Tadeu. Aos 6 anos de idade, quando já estava na escolinha e aprendera o alfabeto, lhe foi explicado que a noite, deveria ficar no quarto lendo livros infantis até que alguém o chamasse para tomar café da manhã. De O Pequeno Príncipe a Harry Potter, lera várias vezes.
Devido o grande stress, a saúde de Arlindo e Tânia passou a ser uma preocupação. Arlindo passou a fumar continuamente com a falta de sono e a ansiedade aumentando, e Tânia, não conseguia mais controlar a alimentação, contraindo obesidade mórbida.
O problema começou quando o convívio social de Tadeu passou a ser cotidiano. Quando estava na segunda série, Tadeu recebeu um convite de ir a um aniversario de seu coleguinha da escola. Seria feito uma festa do pijama. Assim, os garotos posariam na casa de Lucas, o aniversariante. Sabendo de que seria um problema para Tadeu a noite longa, Tânia falou que ele não iria. Arlindo defendia a causa do garoto, ele tinha vontade de festejar com o amiguinho, e por ser uma festa do pijama ele só teria que ficar deitado olhando para o teto por umas 6 horas, diriam aos pais do Lucas que pretendiam viajar cedo no dia seguinte e passariam busca-lo de manhã. Mas Tânia usou esta viajem fantasia como pretexto para Tadeu não ir. Aborrecido, o garoto sentou em seu quarto lendo uma revista de jogos. Esperou que todos fossem se deitar e fugiu. Iria à festa a qualquer custo. Infelizmente não sabia como chegar até a casa de Lucas, e circulou pela cidade durante toda a noite. Ao acordar de manhã a mãe sentiu falta do filho. Desesperada, gritou e berrou. Arlindo saiu com a Santana Quantum por toda a cidade, até encontrar Tadeu ao lado de um lixeiro, próximo a escola, chorando.
Arlindo fumou mais a partir daquele dia, e descobriu o câncer, que o mataria 1 ano e três meses depois.
Tânia, passou a comer mais e mais após a morte do marido, chegando a pesar 150kg.
E Tadeu entendeu a lição de que não poderia posar fora de casa, trancando-se no quarto sozinho, noite após noite. Até seus 10 anos, já havia lido todas as obras de Machado de Assis e José de Alencar. Mas sua vida complicou cada dia mais.

Crânios de cambojanos vítimas do governo de Pol Pot e do Khmer Vermelho são expostos na cidade de Choeung Ek Mak Remissa/EFEDe: Daniel WS [mailto:XXXXXXXX@gmail.com]
Enviada em: quarta-feira, 7 de outubro de 2009 14:24
Para: francisco@XXXXXXXX.com.br
Assunto: Se der, valeu
Dae, viu se der rola de vc publicar mais um texto meu no Bombril de antena?
Tambem se nao sair muito do foco do blog
Minha nova criação "Algo sobre Alguma Coisa", deixei no orkut tambem... vai ver algum plageia
Flw Valeu!
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Não importa se estamos falando de um dia ou uma vida, mais sim ter estado ao seu lado.
Aquele foi o melhor dos tempos...
De todos que vieram.
No sofá contigo vendo o tempo passar...
Pensando...
Não como se fizesse planos para o futuro, apenas desejando que o tempo parasse...
Que o momento jamais acabasse.
Mas acabou.
Ao que me parece tudo tem um fim...
Por aqui não seria diferente.
E hoje no fim da tarde, sabe naquela hora...
Lembro do seu olhar, não mais como sinônimo de tristeza...
Mais sim de saudade dos bons tempos, como aquela que sentimos ao lembrar-se da infância.
“E ao chegar em casa, fechava os olhos e a imaginava parada diante da janela vendo os apressados carros e pedestres cruzando avenida.”
Algo sobre Alguma Coisa
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Levou sorte, está dentro do foco do blog, e você está com criatividade e motivação (quero dizer que tens motivo pra escrever, nada de auto-ajuda)
Prometo que vou escrever em breve
"garçom! Me ve uma dose de mulher!"
Meu grande amigo amargurado a pouco me disse:
"A vida não tem sentido."
Pois é, procurando por palavras de consolo tudo o que veio a minha cabeça é que somos animais estúpidos procriando enlouquecida mente.
"Bestas com cérebros grandes".
Como se não bastasse isso, não conseguimos nem mesmo enxergar a realidade da nossa humilde e insignificante existência.
Precisamos de uma droga forte o bastante pra nos dar a ilusão de um futuro, muitos escolheram aquela sabe... Como se diz mesmo? Ah lembrei, religião.
Sinto muito, mas essa não é da boa, precisamos de algo forte. Então que seja o amor.
Viver para alguém, por alguém... Pois já não podemos mais viver por nós mesmos. Mas e se não o sente? Que venha a busca. A busca através do sonhar. Sonhar pra não ver a verdade. E nas horas em que sonhar não for suficiente?
Bem, neste caso... Aí temos o álcool.
Segunda-feira, 5 de outubro de 2009 01:45h
Um Idiota Qualquer
Ao meu ver, motivacional.
A val respondeu um amigo, me senti no direito de trazer alguém pro Bombril também.
Obrigado @danwisil
| Fatos históricos do dia 31 de maio | |
| Perseguição no Vietnã No dia 31 de maio de 1966, monges budistas atearam fogo contra seus próprios corpos em Saigon, como forma de protesto contra a política do governo militar do Vietnã do Sul. Os monges faziam greves de fome e cometiam suicídio para exigir a igualdade perante a lei, a livre prática e propagação da fé budista. |
...e o mais importante, acaba o mês de maio.
| 15:50:26 | Francisco Zotto |










"Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.