segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Videoclipes

Deitei a pouco e fiquei ouvindo o som. Imediatamente vieram imagens.

Não dá para ouvir bem, mas o som é este…

É algo como um roteiro de videoclipe que nunca será feito:

Homem de chapéu preto, camisa xadrez, calça jeans, botas de couro. Estilo country americano. Ele está andando por uma rua parecida com aqueles cenários de filmes Westerns. Casas de madeiras, uma lojinha ou outra. Há um carro velho estacionado em frente a um botequim. Ele para na entrada. Caminha até o balcão comprido. Fica olhando para o banquinho metálico com uma almofada vermelha, semelhante a couro vagabundo. Senta-se. Faz um sinal de “3” doses para o atendente grisalho de bigode.

Fica olhando o bigodudo servindo-o. É como se a cena fosse gravada uma vez, e editada em repetição. Ele coloca uma dose. Repete-se uma vez. Repete-se outra vez. O forasteiro pega o copo. Levanta-se, joga moedas no balcão. Vai até a porta. Um garotinho de uns cinco anos está recostado, com um chapelão que as abas fazem parecer sombrero apesar de ser um cowboy. Segura um canivete vermelho, como seu coletinho sobre a camiseta também xadrez.

O forasteiro sai do bar, mas para à entrada, olhando o garotinho. Seus momentos de reflexão são trocados pela dupla tocando a música no canto do boteco, onde alguns outros bêbados param assistindo.

Forasteiro mata a dose tripla num só gole. Larga o copo no chão, e toma posição para atacar o garotinho como brincadeira, que se inclina também. Joga o canivete de uma mão para a outra como um gangster. O forasteiro sorri, o garotinho lhe dá um golpe logo acima do joelho.

Ele cai. Mais pela surpresa do que pelo golpe. Rápidamente o garotinho arranca o canivete e dá outro golpe, agora no ombro. O forasteiro se estira no chão de madeira que se estende a um metro além da entrada do bar, segurando no local do segundo golpe, encolhendo os ombros. Surgem das laterais do boteco várias crianças que pegam seu chapéu e pertences de seus bolsos, enquanto outras o chutam, fazendo-o se encolher.

As crianças saem correndo. Ele fica um pouco no chão estirado. Depois se levanta. Entra novamente no boteco e senta-se novamente em frente ao balcão.

O bartender bigodudo olha-o com cara de “eu lhe avisei” e serve-o um copo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

passive-agressive bullshit



wake up and face me
don't play dead, coz maybe
someday
i'll walk away and say

YOU FUCKING DISAPPOINT ME!
.

it's your right and your ability to become my perfect enemy



(a perfect circle - passive)

domingo, 31 de janeiro de 2010

Lugar de Sonho é na Padaria Vol.2

Tive mais um sonho estranho em minha vida. Meio Family Guy.

Sonhei que eu e uns amigos tinhamos conseguido achar uma moeda. Era parte de algum RPG, para mim parecia uma moeda de 25 centavos antiga. Um deles falou que poderiamos vender em um leilão no colégio (detalhe, era eu, com meus 20 anos de agora, numa classe do colégio que estudei a 4 anos atrás). O combinado era o seguinte – Os Nerds dariam os lances, e eu ou um outro amigo nosso aumentava um pouco, forçando eles gastarem mais, até alguém dar um sinal. Engraçado é que não lembro do rosto de nenhum deles. Fizemos a divulgação, era primeiro dia de aula. Fiza até um desenho de um rosto feliz no quadro. Puramente idiota.

Começamos o leilão. Tinha apenas 2 Nerds nas cadeiras. Um deles estava com o queixo apoiado na mão, aparentemente entediado. O outro um gordinho fazia cara feia. Meu amigo que queria dar de esperto deu o item, falando sobre a moeda.

“Ok” disse o gordinho já irritado “um milhão”

Aumentei “um milhão e um”

“Ok” tornou o gordinho “vinte reais”

“VENDIDO!” Gritou meu amigo, entregou a moeda e pegou a nota de vinte reais.

O gordinho ficou me olhando enquanto colocava a moeda na carteira.

Alunos começaram a entrar na sala.

Tentei leiloar uma cadeira, ninguém prestava atenção.

Comuniquei que a professora de matemática chegaria um pouco atrasada, e menos de meio segundo que falei ela entrou. Alguém apontou para um rapaz bombado de aproximadamente 25 anos que estava no centro da sala, parecia ser da direção, não sei como ele entrou, mas comentei:

“Já serei expulso, no primeiro dia, e o  Johnny nem está na minha sala esse ano!”

 

- Sonhos estúpidos, um dia acontecerá com você

domingo, 24 de janeiro de 2010

nó cego



valéria diz:

quando o não significa sim...
fica difícil admitir
que o que você mais quer
a outra pessoa não irá descobrir...



sábado, 23 de janeiro de 2010

1988

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Happy Birthday

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Querido diário: hoje eu não dei!


Vesti minissaia
Arrastei sandália
Arriscando o samba
Chopp brahma
"Olha como ela balança!"
e
"Jesus te ama!"
Dizia seu parceiro de dança
Final da noite
Já numa cama
Um nome me chama
Uma língua me canta
E eu tonta;
Me fiz de santa.


Meus amigos riem da desgraça
Eu já estou é preocupada.






domingo, 17 de janeiro de 2010

la llorona

"Si porque te quiero quieres, Llorona
Quieres que te quieres más
Si ya te he dado la vida, Llorona
¿Qué mas quieres?
¿Quieres más?"



Reconheço-me com uma elevação distinta de sentimentos e para entenderem um pouquinho o que quero dizer, conto que ao ouvir "La Llorona", álbum da cantora americana Lhasa de Sela me realizo. Isso se dá, talvez, pela influência da extraordinária Chavela Vargas, que me garantiu grandes revelações.
Chavela e Lhasa são plangentes não só nas letras, mas na forma como cantam. É um conjunto perfeito que arrebata, extirpa e purifica.
Deixo abaixo um exemplo maravilhoso que é a canção "La Llorona" (Chavela Vargas).

O choro e o enorme arrepio (principalmente nos segundos que finalizam a execução) me é inevitável.

É uma ótima dica para os sensíveis:


E também, é claro, Lhasa de Sela, com "Mi Vanidad"

"No, ya no se canta
"Sin tu amor me moriré"
No se grita ya
"No aguanto este sufrir
Quiero vivir..." Linda canción"

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

nowhere plains

"closed eyed sky wide open
unlimited girl unlimited sigh
elsewhere
indefinitely
far away
magnifies and deepens
ready to sing
my sixth sense peacefully placed on my breath"
(massive attack - group four)


"....te quero tanto e esse tanto atropela, varre, devasta... me mostra que tem muito mais..."









.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Inglorious Thought

"Se me perguntas sobre a vida, sem sombra de duvidas te respondo, nesse palco encenamos a tragédia. E quando as cortinas fecharem e o fogo começar, deixem-me as chaves. Pois quero ser aquele quem trancará as portas, para ver o verdadeiro espetáculo começar.”

So Hush Hush


Sempre gostei de música, algo indispensável para mim. Não consigo recordar um único dia que tenha se passado sem uma única “faixa” que fosse, para singularizar aquele momento, ou ao menos servir de base para tal. Mas ultimamente algo tem mudado. “Esses tempos” tem-me feito desejar o silêncio.

Imóvel, fixando minha mente no “infinito nada” me senti envolto em uma grande esfera de calmaria, onde som algum poderia penetrar. Quieto, sentado na grama olhando o céu, vendo o movimento das nuvens.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Dream little darling dream*

Eu estava sentado na porta de uma loja na rua Motta Junior. Rafael veio com uma garota pela calçada, acendeu um cigarro, provavelmente um Marlboro vermelho. Havia muitos carros estacionados em frente as lojas, e em fila dupla havia uma van, cheia de adolescentes. Ao me ver, Rafael deixou cair o cigarro, talvez sentiu-se envergonhado de fumar na minha frente. Uma garota gritou "É o Chico" da van estacionada em fila dupla.

Eu me encontrava regularmente com 5 garotas. E convidei uma outra para sair. Ela respondeu "mas eu já estou ficando com alguém". Certamente era uma desculpa, pela cara que ela fazia. Retruquei com "não estou lhe pedindo em casamento, estou te convidando para sair, conversar..."

O aspirador me acordou.

*justificativa de título

Vida Injusta

@FZotto diz:
as vezes, qndo to deprimido, fico imaginando o futuro. penso eu velho e sozinho... logo alcoolatra. ou casado, com filhos q me odeiam, e infeliz no casamento, logo... alcoolatra...
a vida parece tão injusta

domingo, 3 de janeiro de 2010

Tails from the Beach

"A maconha une as pessoas"
- Torcedor do Itapipoca, em um bar de reggae em uma praia paranaense
02 de janeiro de 2010

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

2010

The old year already can't stay, so "Happy new year" I think is time to say

sábado, 26 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novo

Todo fim de ano eu penso na frase "Feliz Ano Novo", como todo mundo, mas para mim, "Feliz Ano Novo significa outra coisa. Ela me faz lembrar do meu primeiro contato literário com meu autor favorito:

Feliz Ano Novo

Rubem Fonseca


Vi na televisão que as lojas bacanas estavam vendendo adoidado roupas ricas para as madames vestirem no reveillon. Vi também que as casas de artigos finos para comer e beber tinham vendido todo o estoque.

Pereba, vou ter que esperar o dia raiar e apanhar cachaça, galinha morta e farofa dos macumbeiros.

Pereba entrou no banheiro e disse, que fedor.

Vai mijar noutro lugar, tô sem água.

Pereba saiu e foi mijar na escada.

Onde você afanou a TV, Pereba perguntou.

Afanei, porra nenhuma. Comprei. O recibo está bem em cima dela. Ô Pereba! você pensa que eu sou algum babaquara para ter coisa estarrada no meu cafofo?

Tô morrendo de fome, disse Pereba.

De manhã a gente enche a barriga com os despachos dos babalaôs, eu disse, só de sacanagem.

Não conte comigo, disse Pereba. Lembra-se do Crispim? Deu um bico numa macumba aqui na Borges de Medeiros, a perna ficou preta, cortaram no Miguel Couto e tá ele aí, fudidão, andando de muleta.

Pereba sempre foi supersticioso. Eu não. Tenho ginásio, sei ler, escrever e fazer raiz quadrada. Chuto a macumba que quiser.

Acendemos uns baseados e ficamos vendo a novela. Merda. Mudamos de canal, prum bang-bang, Outra bosta.

As madames granfas tão todas de roupa nova, vão entrar o ano novo dançando com os braços pro alto, já viu como as branquelas dançam? Levantam os braços pro alto, acho que é pra mostrar o sovaco, elas querem mesmo é mostrar a boceta mas não têm culhão e mostram o sovaco. Todas corneiam os maridos. Você sabia que a vida delas é dar a xoxota por aí?

Pena que não tão dando pra gente, disse Pereba. Ele falava devagar, gozador, cansado, doente.

Pereba, você não tem dentes, é vesgo, preto e pobre, você acha que as madames vão dar pra você? Ô Pereba, o máximo que você pode fazer é tocar uma punheta. Fecha os olhos e manda brasa.

Eu queria ser rico, sair da merda em que estava metido! Tanta gente rica e eu fudido.

Zequinha entrou na sala, viu Pereba tocando punheta e disse, que é isso Pereba?

Michou, michou, assim não é possível, disse Pereba.

Por que você não foi para o banheiro descascar sua bronha?, disse Zequinha.

No banheiro tá um fedor danado, disse Pereba. Tô sem água.

As mulheres aqui do conjunto não estão mais dando?, perguntou Zequinha.

Ele tava homenageando uma loura bacana, de vestido de baile e cheia de jóias.

Ela tava nua, disse Pereba.

Já vi que vocês tão na merda, disse Zequinha.

Ele tá querendo comer restos de Iemanjá, disse Pereba.

Brincadeira, eu disse. Afinal, eu e Zequinha tínhamos assaltado um supermercado no Leblon, não tinha dado muita grana, mas passamos um tempão em São Paulo na boca do lixo, bebendo e comendo as mulheres. A gente se respeitava.

Pra falar a verdade a maré também não tá boa pro meu lado, disse Zequinha. A barra tá pesada. Os homens não tão brincando, viu o que fizeram com o Bom Crioulo? Dezesseis tiros no quengo. Pegaram o Vevé e estrangularam. O Minhoca, porra! O Minhoca! crescemos juntos em Caxias, o cara era tão míope que não enxergava daqui até ali, e também era meio gago - pegaram ele e jogaram dentro do Guandu, todo arrebentado.

Pior foi com o Tripé. Tacaram fogo nele. Virou torresmo. Os homens não tão dando sopa, disse Pereba. E frango de macumba eu não como.

Depois de amanhã vocês vão ver. Vão ver o que?, perguntou Zequinha.

Só tô esperando o Lambreta chegar de São Paulo.

Porra, tu tá transando com o Lambreta?, disse Zequinha.

As ferramentas dele tão todas aqui.

Aqui!?, disse Zequinha. Você tá louco.

Eu ri.

Quais são os ferros que você tem?, perguntou Zequinha. Uma Thompson lata de goiabada, uma carabina doze, de cano serrado, e duas magnum.

Puta que pariu, disse Zequinha. E vocês montados nessa baba tão aqui tocando punheta?

Esperando o dia raiar para comer farofa de macumba, disse Pereba. Ele faria sucesso falando daquele jeito na TV, ia matar as pessoas de rir.

Fumamos. Esvaziamos uma pitu.

Posso ver o material?, disse Zequinha.

Descemos pelas escadas, o elevador não funcionava e fomos no apartamento de Dona Candinha. Batemos. A velha abriu a porta.

Dona Candinha, boa noite, vim apanhar aquele pacote.

O Lambreta já chegou?, disse a preta velha.

Já, eu disse, está lá em cima.

A velha trouxe o pacote, caminhando com esforço. O peso era demais para ela. Cuidado, meus filhos, ela disse.

Subimos pelas escadas e voltamos para o meu apartamento. Abri o pacote. Armei primeiro a lata de goiabada e dei pro Zequinha segurar. Me amarro nessa máquina, tarratátátátá!, disse Zequinha.

É antiga mas não falha, eu disse.

Zequinha pegou a magnum. Jóia, jóia, ele disse. Depois segurou a doze, colocou a culatra no ombro e disse: ainda dou um tiro com esta belezinha nos peitos de um tira, bem de perto, sabe como é, pra jogar o puto de costas na parede e deixar ele pregado lá.

Botamos tudo em cima da mesa e ficamos olhando. Fumamos mais um pouco.

Quando é que vocês vão usar o material?, disse Zequinha.

Dia 2. Vamos estourar um banco na Penha. O Lambreta quer fazer o primeiro gol do ano.

Ele é um cara vaidoso, disse Zequinha.

É vaidoso mas merece. Já trabalhou em São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Vitória, Niterói, pra não falar aqui no Rio. Mais de trinta bancos.

É, mas dizem que ele dá o bozó, disse Zequinha.

Não sei se dá, nem tenho peito de perguntar. Pra cima de mim nunca veio com frescuras.

Você já viu ele com mulher?, disse Zequinha.

Não, nunca vi. Sei lá, pode ser verdade, mas que importa?

Homem não deve dar o cu. Ainda mais um cara importante como o Lambreta, disse Zequinha.

Cara importante faz o que quer, eu disse.

É verdade, disse Zequinha.

Ficamos calados, fumando.

Os ferros na mão e a gente nada, disse Zequinha.

O material é do Lambreta. E aonde é que a gente ia usar ele numa hora destas?

Zequinha chupou ar fingindo que tinha coisas entre os dentes. Acho que ele também estava com fome.

Eu tava pensando a gente invadir uma casa bacana que tá dando festa. O mulherio tá cheio de jóia e eu tenho um cara que compra tudo que eu levar. E os barbados tão cheios de grana na carteira. Você sabe que tem anel que vale cinco milhas e colar de quinze, nesse intruja que eu conheço? Ele paga na hora.

O fumo acabou. A cachaça também. Começou a chover. Lá se foi a tua farofa, disse Pereba.

Que casa? Você tem alguma em vista?

Não, mas tá cheio de casa de rico por aí. A gente puxa um carro e sai procurando.

Coloquei a lata de goiabada numa saca ele feira, junto com a munição. Dei uma magnum pro Pereba, outra pro Zequinha. Prendi a carabina no cinto, o cano para baixo e vesti uma capa. Apanhei três meias de mulher e uma tesoura. Vamos, eu disse.

Puxamos um Opala. Seguimos para os lados de São Conrado. Passamos várias casas que não davam pé, ou tavam muito perto da rua ou tinham gente demais. Até que achamos o lugar perfeito. Tinha na frente um jardim grande e a casa ficava lá no fundo, isolada. A gente ouvia barulho de música de carnaval, mas poucas vozes cantando. Botamos as meias na cara. Cortei com a tesoura os buracos dos olhos. Entramos pela porta principal.

Eles estavam bebendo e dançando num salão quando viram a gente.

É um assalto, gritei bem alto, para abafar o som da vitrola. Se vocês ficarem quietos ninguém se machuca. Você aí, apaga essa porra dessa vitrola!

Pereba e Zequinha foram procurar os empregados e vieram com três garções e duas cozinheiras. Deita todo mundo, eu disse.

Contei. Eram vinte e cinco pessoas. Todos deitados em silêncio, quietos, como se não estivessem sendo vistos nem vendo nada.

Tem mais alguém em casa?, eu perguntei.

Minha mãe. Ela está lá em cima no quarto. É uma senhora doente, disse uma mulher toda enfeitada, de vestido longo vermelho. Devia ser a dona da casa.

Crianças?

Estão em Cabo Frio, com os tios.

Gonçalves, vai lá em cima com a gordinha e traz a mãe dela.

Gonçalves?, disse Pereba.

É você mesmo. Tu não sabe mais o teu nome, ô burro? Pereba pegou a mulher e subiu as escadas.

Inocêncio, amarra os barbados.

Zequinha amarrou os caras usando cintos, fios de cortinas, fios de telefones, tudo que encontrou.

Revistamos os sujeitos. Muito pouca grana. Os putos estavam cheios de cartões de crédito e talões de cheques. Os relógios eram bons, de ouro e platina. Arrancamos as jóias das mulheres. Um bocado de ouro e brilhante. Botamos tudo na saca.

Pereba desceu as escadas sozinho.

Cadê as mulheres?, eu disse.

Engrossaram e eu tive que botar respeito.

Subi. A gordinha estava na cama, as roupas rasgadas, a língua de fora. Mortinha. Pra que ficou de flozô e não deu logo? O Pereba tava atrasado. Além de fudida, mal paga. Limpei as jóias. A velha tava no corredor, caída no chão. Também tinha batido as botas. Toda penteada, aquele cabelão armado, pintado de louro, de roupa nova, rosto encarquilhado, esperando o ano novo, mas já tava mais pra lá do que pra cá. Acho que morreu de susto. Arranquei os colares, broches e anéis. Tinha um anel que não saía. Com nojo, molhei de saliva o dedo da velha, mas mesmo assim o anel não saía. Fiquei puto e dei uma dentada, arrancando o dedo dela. Enfiei tudo dentro de uma fronha. O quarto da gordinha tinha as paredes forradas de couro. A banheira era um buraco quadrado grande de mármore branco, enfiado no chão. A parede toda de espelhos. Tudo perfumado. Voltei para o quarto, empurrei a gordinha para o chão, arrumei a colcha de cetim da cama com cuidado, ela ficou lisinha, brilhando. Tirei as calças e caguei em cima da colcha. Foi um alívio, muito legal. Depois limpei o cu na colcha, botei as calças e desci.

Vamos comer, eu disse, botando a fronha dentro da saca. Os homens e mulheres no chão estavam todos quietos e encagaçados, como carneirinhos. Para assustar ainda mais eu disse, o puto que se mexer eu estouro os miolos.

Então, de repente, um deles disse, calmamente, não se irritem, levem o que quiserem não faremos nada.

Fiquei olhando para ele. Usava um lenço de seda colorida em volta do pescoço.

Podem também comer e beber à vontade, ele disse.

Filha da puta. As bebidas, as comidas, as jóias, o dinheiro, tudo aquilo para eles era migalha. Tinham muito mais no banco. Para eles, nós não passávamos de três moscas no açucareiro.

Como é seu nome?

Maurício, ele disse.

Seu Maurício, o senhor quer se levantar, por favor?

Ele se levantou. Desamarrei os braços dele.

Muito obrigado, ele disse. Vê-se que o senhor é um homem educado, instruído. Os senhores podem ir embora, que não daremos queixa à polícia. Ele disse isso olhando para os outros, que estavam quietos apavorados no chão, e fazendo um gesto com as mãos abertas, como quem diz, calma minha gente, já levei este bunda suja no papo.
Inocêncio, você já acabou de comer? Me traz uma perna de peru dessas aí. Em cima de uma mesa tinha comida que dava para alimentar o presídio inteiro. Comi a perna de peru. Apanhei a carabina doze e carreguei os dois canos.

Seu Maurício, quer fazer o favor de chegar perto da parede? Ele se encostou na parede. Encostado não, não, uns dois metros de distância. Mais um pouquinho para cá. Aí. Muito obrigado.

Atirei bem no meio do peito dele, esvaziando os dois canos, aquele tremendo trovão. O impacto jogou o cara com força contra a parede. Ele foi escorregando lentamente e ficou sentado no chão. No peito dele tinha um buraco que dava para colocar um panetone.

Viu, não grudou o cara na parede, porra nenhuma.

Tem que ser na madeira, numa porta. Parede não dá, Zequinha disse.

Os caras deitados no chão estavam de olhos fechados, nem se mexiam. Não se ouvia nada, a não ser os arrotos do Pereba.

Você aí, levante-se, disse Zequinha. O sacana tinha escolhido um cara magrinho, de cabelos compridos.

Por favor, o sujeito disse, bem baixinho. Fica de costas para a parede, disse Zequinha.
Carreguei os dois canos da doze. Atira você, o coice dela machucou o meu ombro. Apóia bem a culatra senão ela te quebra a clavícula.

Vê como esse vai grudar. Zequinha atirou. O cara voou, os pés saíram do chão, foi bonito, como se ele tivesse dado um salto para trás. Bateu com estrondo na porta e ficou ali grudado. Foi pouco tempo, mas o corpo do cara ficou preso pelo chumbo grosso na madeira.

Eu não disse? Zequinha esfregou ó ombro dolorido. Esse canhão é foda.

Não vais comer uma bacana destas?, perguntou Pereba.

Não estou a fim. Tenho nojo dessas mulheres. Tô cagando pra elas. Só como mulher que eu gosto.

E você... Inocêncio?

Acho que vou papar aquela moreninha.

A garota tentou atrapalhar, mas Zequinha deu uns murros nos cornos dela, ela sossegou e ficou quieta, de olhos abertos, olhando para o teto, enquanto era executada no sofá.

Vamos embora, eu disse. Enchemos toalhas e fronhas com comidas e objetos.

Muito obrigado pela cooperação de todos, eu disse. Ninguém respondeu.

Saímos. Entramos no Opala e voltamos para casa.

Disse para o Pereba, larga o rodante numa rua deserta de Botafogo, pega um táxi e volta. Eu e Zequinha saltamos.

Este edifício está mesmo fudido, disse Zequinha, enquanto subíamos, com o material, pelas escadas imundas e arrebentadas.

Fudido mas é Zona Sul, perto da praia. Tás querendo que eu vá morar em Vilópolis?

Chegamos lá em cima cansados. Botei as ferramentas no pacote, as jóias e o dinheiro na saca e levei para o apartamento da preta velha.

Dona Candinha, eu disse, mostrando a saca, é coisa quente.

Pode deixar, meus filhos. Os homens aqui não vêm.

Subimos. Coloquei as garrafas e as comidas em cima de uma toalha no chão. Zequinha quis beber e eu não deixei. Vamos esperar o Pereba.

Quando o Pereba chegou, eu enchi os copos e disse, que o próximo ano seja melhor. Feliz Ano Novo.


Texto extraído do livro "Feliz Ano Novo", Editora Artenova – Rio de Janeiro, 1975, pág.


Isso é Feliz Ano Novo pra mim.
Agora.... Praia!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Então é Natal...

(Intervenção de Barbara Krueger)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Lugar de Sonho é na Padaria

Hoje sonhei que quase fui preso na Holanda, por tentar tocar teclado ao lado de um afro descendente-véio que tocava bateria. As policiais queriam me prender porque minha voz era ruim. Fiquei amigo da mais velha, que me convidou a acompanhar o dia-a-dia da policia local. Como ia para um show em Bruxelas, ao retornar tiraria um dia com eles.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

reminiscências



she's doin' so much harm, doin' so much damage
but u don't wanna get involved
u tell her she can manage
and u can't change the way she feels
but u could put your arms around her
i know u wanna live yourself
but could u forgive yourself
if u left her just the way u found her


O mais gostoso de tudo é que são lembranças de detalhes nunca antes revelados.
O sabor surpreende.



segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Indelével



(dos dias mais doces que vivi)

em época de sentimentalismo por conveniência, reencontro você que tanto estimo:


[23:54] núbia.: te amo ok ?
[23:54] núbia.: pra vc eu digo =D

(pra sempre)



sinto sua falta...



domingo, 20 de dezembro de 2009

des-amor


eu tenho um texto, mas não consigo terminá-lo; então vai um texto sobre o texto:


(foto de Maiara)



"O sentimentalismo é uma superestrutura
que encobre a brutalidade"
(Jung)

um narrador conhecido confessou ter uma história para contar à vocês:
ele me apresentou duas garotas:
a primeira com olhos de ágata, azuis, combinando com os cabelos. chama-se M.
A segunda, em certas linhas descreve M. dessa maneira:
"M. é uma bela de uma polpa, mas não leva nada que sirva na cabeça. É oca."
A história tem seu ambiente num apartamento, onde as personagens travam diálogos num tom de humor, revestido por uma fina camada de melancolia.
a segunda garota chama-se V. V. não se atrevia a mirar M. nos olhos, mas como na crença Islã (em relação à pedra, não aos olhos), tratava-os como amuleto. sentia-se protegida quando estava envolvida por eles.
M. vive de uma felicidade que desconcerta V., esta, por sua vez aceita com carinho os raios dessa ventura, mas é só, não nivelam-se, V. não tem entusiasmo na vida.
M. descreve-a dessa maneira:
"você é uma boa companheira... mas às vezes parece feita de pedra. às vezes arruma
umas caras que me deixa pensando se eu não estou enganada quando disse à mim mesma
que te faria esquecer teu passado. (...) são tuas lembranças que te deixam assim como se
tivesse mordido uma fruta que lhe amarrara a boca... como se o estômago doesse. chego
mesmo achar que é lá que teu passado fica: não no coração, nem na mente, mas no
estômago... a lhe atrapalhar a digestão"

o narrador dessa história não quis prolongar, mas pude arrancar ainda que as duas sofreram muito por amor no passado e agora viviam na ausência dele, sem necessidade de atitudes há tanto ensaiadas. "não há demonstração alguma de intimidade sentimental entre as personagens", ele me contou, puxando forte uma tragada de seu cigarro..."são amigas antes de tudo, fazem-se eco de uma voz na consciência que adverte que de nada serve o amor, nada trouxe de bom e nunca trará".

O narrador, estava à minha frente, num bar tranquilo no centro da cidade... ele guardava a história de M. e V. no bolso da calça, disse que publicará assim que terminá-la. Bebíamos chopp, o ar da tarde estava morno e tudo estava bem.
depois de sermos interrompidos por um breve silêncio, ele mudou de assunto. eu não pude ouvi-lo de pronto, pois a minha atenção estava voltada para a consciência que fantasiava viver uma história de ausência de amor, pois como diria meu amigo, o narrador: "de nada nos serve o amor".

Fantasia.
No fundo somos todos como Ulisses.
Antes de voltar para a conversa, pensei: Morra, Rebeca!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Não demora a chover

“Tudo estava empacotado e pronto para a mudança, o céu denso e escuro. Uma tempestade se aproxima, falou para si mesmo enquanto pensava no sentido figurado daquelas palavras.”

Hoje me deparei com uma situação inevitável, o fim, não necessariamente para mim, mas ainda sim o fim. Na cinética da vida, a expressão predominante deveria ser “vida cinética”. Tudo esta se “movendo”, transformando-se. De uma forma ou de outra, chega um momento onde as pessoas têm que partir. E junto delas uma parte de nós, mas eu continuo aqui. Preso em meu próprio tempo, vítima dos meus próprios erros. Dia após dia sinto-me afundando na areia movediça a qual gentilmente chamo de “minhas ações”, e junto de mim, todos ao meu redor. Pessoas estas que acreditam em mim, que supostamente, ainda, me amam. Mas por quanto tempo mais?

Você quis dizer: Dan

Google sobre incompreencível.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

DRUNK DANIEL

(moloko vellocet - Alex DeLarge)


-> incompreensível foi de propósito, Dan?




Assunto: São 3 da manha... o alcool acabou e eu to bebendo leite!‏

De: Daniel WS (liquidificadoido@gmail.com)
Enviada: sexta-feira, 11 de dezembro de 2009 5:01:53
Para: Valéria . (a_kpk@hotmail.com)


Há uma hora que o desespero bate e você se da conta no meio da noite das coisas que realmetne importam... noção de felicidade...
"No fim nada sei, só sei que passaria minha eternidade com uma garrafa de vodka e minha lingua no meio das pernas daquela garota" (Daniel Wiecheteck Silva 1988 -***) eis meu epitáfio.

Obs:
1- Garanta que isso vá parar na minha lápide.
2 - "Quem Não é, Não Se Esconde é o Bonde do Rinoceronte" Devastadoramente ruim ou incopreencivel bom... Meu! P*! Isso tem que ser arte.

Indignado com o mundo... o leite só 1% de gordura...


sábado, 12 de dezembro de 2009

vamos a la playa oh oh ohh



"só para desprender um pouco do peso que é viver"















hehehe (H)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

des-sabor

"minha amada
não consigo mais viver ao lado teu
não consigo mais te dar o meu amor
hoje vivo muito bem sem tua boca
e sozinho não conheço mais a dor"
(descoberta, de marcelo camelo)




o dia estava trajado de negro, fazia frio e foi um alívio chegar em casa naquela manhã...
Agitada e distraída, atravessou a sala guiada pelo cheiro de café recém passado - um de seus vícios secretos - que vinha delicioso da cozinha.
acendeu a luz: tudo era limpo e organizado.
abriu o armário para apanhar uma caneca e servir-se de dois dedos de café puro. inebriava-se com o aroma suave e o sabor penetrante da bebida... Encostada no balcão (agora menos inquieta), descobriu desconforto no hábito: era o silêncio.
passeou com o olhar pelos poucos objetos dispostos pela cozinha, até mirar um recado meio a outros papéis presos por ímãs na geladeira...ímãs estes, ornados por fotos 3x4, tiradas numa primavera feliz no passado. Leu:

"Se não há nada que brilhe debaixo da pálpebra, é que nada há que pense no cérebro, é que nada há que ame no coração. Quem ama quer, e aquele que quer relampeia e cintila. A resolução enche os olhos de fogo; admirável fogo que se compõe de combustão dos pensamentos tímidos."

Sentiu uma imensa descarga atravessar-lhe a alma e amotinar-lhe os sentidos. Lutou exigindo a razão que, ríspida, negou. Inefável cena. Depositou a caneca sobre o balcão e serrando o olhar, reconheceu aquelas linhas... sabia de onde foram tiradas e como lhes serviam. Parou.
Os olhos atravessavam a imensidão sem nada acertar, o corpo desprendia-se, caindo absorto no obscuro.


Obstinado, só o tempo.


Dias depois, tendo o bilhete em suas mãos, relia-o com cuidado... as Súplicas de Tântalo afirmadas; tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Não pôde impedir sua natureza, simplesmente não pôde e agora era só aquela pitada de lamento na resignação e o sumiço do ingrediente para seu vício. Todos os cafés eram agora iguais.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Mortes

Morreu o pop

Morreu a narração do Silvio


Morreu o pornô


e agora morreu a cadeia


to começando a ficar preocupado com tantas mortes.

Grande Mestre Alborghetti



sábado, 5 de dezembro de 2009

Déficit Financeiro

MIXEL disse:
em casa nao ficarei

@FZotto disse:
uia
vai pra onde porra?

MIXEL diz:
provavelmente pro 21. vc o que pretende?

@FZotto diz:
com todo meu capital no banco e tendo meu cartão bloqueado, eu não sendo mulher e gostosa pra dar pra um playboy desmentalizado que me pague bebidas. vou ficar em casa tomando café, vendo videos pornôs na internet, ouvindo DMB e fingindo pros outros q estou fazendo trabalho de faculdade, o qual não tenho capacidade mental para concluir (burro).

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

sonata nº 2 para piano em si bemol menor



"o sono está em contato com o possível,
que também chamamos de inverossímil"
(os trabalhadores do mar - victor hugo)






sua ignorância com música clássica era declarada e nunca teve bossa para aprimorar seu ouvido, apenas dizia que para dormir é bom, para dormir serve.

naquela madrugada (é impraticável dizer o horário certamente) negra e quente de fim de novembro, contorcia-se revirando-se sobre o lençol embebido em suor... nadava uma coreografia de dor... era a tentativa (inútil) de desvirar o estômago que impiedoso atrapalhava o curso de seu sono.
enfim, deixou-se vencer e percebeu-se acordada... estendeu o braço revistando um copo com água em cima da banca de cabeceira: longas tragadas em busca do alívio, eu diria... será?

a dor para ela sempre foi algo que a aborrecia mais pela indisposição que causava, do que pelo sofrimento ou como para alguns; pela idéia fixa de uma má revelação: "pode ser câncer", ouvia dizer em casa.

lembrou que havia deixado a estação que tocava composições clássicas ligada para arranjar-lhe sono com mais facilidade, então pegou os fones e os colocou no ensejo de re-produzir o ritual...Como já disse; ela não entendia de música clássica, mas por ter feito dela um hábito nas noites insones, sabia que aquelas notas eram de chopin em sua marcha fúnebre. Pensou: "presságios".

a procrastinação das notas embalavam a dor e alimentavam uma hecatombe de suas alegrias. afundava-se na cama, reduzia-se à sua insignificante existência e então murmurou: "eu podia morrer". só ela sabia o quanto essa frase dedicava-se a valer como verdade. não era uma menina débil para se entregar, mas posso imaginar com que poder essas palavras injetam desânimo aos desavisados.

no dia seguinte, escolheu quem queria ser e saiu sob a chuva comprar cigarros...
As dores tinham aumentado...
Não pôde reconhecer a última música que ouviu, mas como costumava dizer: "para dormir, serve".


ouvindo agora: sinfonia inacabada de schubert

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Not worth a thing

Oh hidy hidy hidy what cha tryin to prove
By hidy hidy hiding you're not worth a thing

Onde está? Onde ir?
Todos se perdem quando tentam se encontrar
o mundo dá voltas, e você sempre para no mesmo lugar
360º

Mantenha-se acordado. Encontre seu objetivo
Vá em frente e não desista.
Parece auto-ajuda, mas é apenas obrigação, de quem não tem tempo,
mas apenas a madrugada.

Poderia estar longe,
mas continua aqui, preso, abandonado e apodrecendo

O álcool já não afeta mais, o cigarro não tem mais tanta fumaça
os remédios não tem o efeito desejado.

Tudo caminha para um fim.
Você é um inseto caminhando para a luz
Um errante batendo no ventilador
Um pássaro chocando contra a parede

Você esconde sua podridão
Porque você não vale nada

domingo, 22 de novembro de 2009

bittersweet distractor


because we separate like ripples on a blank shore
(radiohead - reckoner)


o que eu poderia dizer? supor o melhor, esperando pescar algum sentindo ao léu, num aquarium de surpresas? não! desculpe-me, mas livro-me desse imbróglio optando por uma posição honesta de sua parte. o quê? eu que decido? muito sardônico, ein? pois se pareço desatinada, deverias apurar-se a procura de motivos... Sua reação nada mais é que um ócio hediondo. Desprezível. nãonãonão, não. não é você que irá dançar conforme a música e sim eu...garanto-lhe não desapontar; não arranharei passos em falso neste baile funesto. Eu te recuso com todo o asseio que esse descaso nos provoca. Estou me desligando dos meus sentimentos, de você... Adeus!

ele ainda segurava o telefone, ouvindo o tututu patinando nas calçadas frívolas de sua mente...meses depois descobriu que era isolamento, agora é vácuo.

ela, no dia seguinte, num modelito preto foi assistir "Manson Superstar" com alguém que meses depois seria sua mais singela prioridade. descobriu de novo o amor...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Escrevendo Sobre Quem Escreve

Bom Dia Caro Amigo Domingo

Aqui estou. Novamente. Mais uma noite mal dormida, mais “lindo” domingo rumo a ser desperdiçado no quarto (cortinas fechadas).

A visão perfeita de um “final de semana perfeito”, ao menos para maioria das pessoas. Arrasto-me até o chuveiro (nenhuma outra expressão representaria melhor o trajeto quarto-banheiro). Uma longa (e gelada) ducha com a esperança de tirar à adorável “fragrância de cigarro”. Não que vá resolver. A fumaça não está só nas roupas, na pele, mas agarrando-me as narinas, infestando cada espaço possível, quase posso senti-la em meu cérebro. Os pulmões também se mostram insatisfeitos com a situação. Nesses primeiros minutos o mundo se mostra mais confuso do que o usual. Concentrar-se no caminho rumo ao quarto também já foi mais fácil. Não culparia a bebida, já quase não sinto seus efeitos do “dia seguinte” (devo ter acostumado com esses momentos). Ah, o pescoço... Reclama do mau jeito com que passei “apagado” os poucos minutos que antecederam o nascer do sol (bem ou mal, definitivamente aquela era melhor posição a se encontrar numa estação tubo).

“Tentado achar a si mesmo na perdição?” Ótimo, enfim sabemos para que serviram as aulas de lógica... Algo martela insistentemente minha mente (não me atreveria chamar de consciência). Tratando-se de uma questão existencial (reflexão filosófica barata), então seria está minha busca pelo maravilhoso e glorificado sentido? E se a resposta é sim, quantas sessões terapêuticas como está precisarei para enconta-lo? Bem... Por enquanto continuo por aí, queimando meu “mágico” dinheiro até o filtro (ou deixando-o espalhado por alguma caçada qualquer). Ao menos não bebo sozinho nesta mesa.”


Escrito em um pequeno e amassado bloco de anotações, com uma fina caneta de tinta indelével preta, sentado em um lugar qualquer.

domingo, 15 de novembro de 2009

Sunday Morning

Sede
dores
alegrias
sono
.
.
.
ótima noite. dia curto.

não somos só nós que aproveitamos a lua: http://malvados.wordpress.com/2009/11/13/talita/

Obrigado amigos, por mais uma noite de bebedeira e alegria

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A new model?




- Hey, Look! What is that? Moves so fast!

-Never mind… It’s just the life.

-Hummm. I thought that was a car…

(Suspiros)




quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A espera


Algo Sobre Alguma Coisa

No iluminado quarto de aparência quadrada e paredes brancas deitou-se no chão e fitou o teto. Um inseto orbitava o lustre.

Inquieto levantou e foi até a cozinha, estava com a garganta seca. Pegou um copo, colocou-o na mesa. Calmamente andou em direção a geladeira, parou. Abriu-a com um gesto suave como se estivesse tratando de uma delicada donzela. Dois cubos de gelo foram ao copo, melhor três, pensou adicionado mais um. Em seguida a água. Puxou uma banqueta e sentou, ficou ali parado durante alguns minutos vendo o gelo dissolver em meio a água. De certa forma tal imagem lhe “soou” familiar. Sentiu cada gota descendo por sua garganta. Colocou o copo na pia, secou a mesa, estendeu o pano sobre o fogão e retornou ao quarto. Durante o caminho parou de repente na sala, havia um quadro torto, arrumou-o. Aproveitou para olhar pela janela, a rua se mostrava escura e deserta. Fechou a cortina, certificando-se de que não havia ficado nenhum espaço. Já no quarto, tornou a deitar no chão, a tempos não sentia como era macio o tapete. Já faz quase uma hora, ela não deve demorar muito a chegar, cochichou para si. Tornou olhar para cima, agora o inseto preso no lustre, desesperadamente tentava sair, desviou o olhar para o lado. Fechou os olhos, o silencio era tal que podia ouvir seu coração. Deve ser a qualquer momento. Involuntariamente lembrou-se da infância.

Viveu pensando na morte, morreu pensando na vida.

A espera

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

De inicio uma justificativa



Não é magoa... Os textos são uma visualização da verdade. Tudo o que faço é olhar ao redor, imaginar e colocar no papel “imagens” da vida real... Ok, ta certo que não são alegres... Mas alguém tem que ser o problemático da historia não?

Eu tento escrever sobre coisas bonitinhas, mas não sai nada. Apenas o bicho homem e sua complicada existência... Poderia falar de filosofia, mas não sou filosofo (longe disso). Logo só me resta o amor, ou a ausência do mesmo.


domingo, 8 de novembro de 2009

Mágoas

toca a campainha
ele abre a porta e sai de pijamas.
ela levanta duas sacolas ecológicas cheias de cervejas:
- preciso de um tratamento de choque.
- ok.

ele abre o portão, entram em silêncio direto para cozinha onde acomodam as bebidas no congelador da geladeira.
de lá, para o quarto. no primeiro gole, ela diz:

- ... é o desinteresse, me falta o carinho...
ele:
- não se preocupa, você já passou por isso antes...



Muito Pouco

...veja
A qualidade está inferior
E não é a quantidade que faz
A estrutura de um grande amor
Simplesmente seja
O que você julgar ser o melhor
Mas lembre-se que tudo que começa com muito
Pode acabar muito pior
(moska, por Maria Rita)



abre os olhos [corta] os pés. os passos acompanham os segundos. tenta não pensar, fracassa. descontente e confuso, vasculha o bolso atrás de isqueiro para acender um cigarro. merda! esqueci em casa. atravessa a rua sem olhar para os lados, confiando somente na ausência de sons. tropeça na guia, levanta o olhar e decide tomar outro rumo [corta] ei, você tem fogo? valeu. olha, eu sei que as pessoas já estão indo embora, mas só preciso de um trago, ok? subiu as escadas estreitas, sem se intimidar com toda aquela sujeira. no canto, uma guria pouco vestida, parecia esquecida de si mesma no colo daquele rapaz bêbado, que de olhos fechados deslizava seus dedos pelo rosto ausente de marcas de maldade daquela débil criatura. outro casal amassava-se ao lado da velha jukebox que tocava plush. stone temple pilots.aquela versão acústica. um piá com colete de couro dormitava em cima da mesa cheia de garrafas de cerveja. Uma dose desses com água, por favor. [corta] não devia ter comprado toda a garrafa. bebe um gole e limpa a boca queimando na manga da blusa. sentia-se atormentado pela insegurança que o tomava desde que optou por ficar. descia pelas ruas, com o rosto lavado em lágrimas que aos poucos foram revelando a fragilidade de seu estado: would u even care? estava exausto de permanecer naquela situação onde a falta dela o maltratava mesmo quando estava tudo muito bem. olhava o céu vermelho, caminhões passando lavando as ruas. e a tristeza roía, concavando seu coração. merda! deixou a garrafa com um mendigo que resmungava qualquer coisa anticristã embaixo das lojas pernambucanas e [corta] lavou o rosto, escovou os dentes, tomou um copo com água gelada e voltou para o quarto. ao deitar na cama a ouve numa voz inconsciente: deita perto de mim, me abraça. ele não se mexe. as coisas vão mudar...[corta]

Your Fault Daniel!

sábado, 7 de novembro de 2009

Your Fault Daniel!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Your Fault Daniel!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Your Fault Daniel!

Funny Finados

domingo, 1 de novembro de 2009

DrunkChico

(23:33) @fzotto: drunkchico
(23:39) ДŋÐЯé: opa. fala pia
(23:41) @fzotto: to bebado pea.vou dormir
(23:41) ДŋÐЯé: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
(23:47) @fzotto: vej aós meu tuiter
(23:47) ДŋÐЯé: c ta mau em pia. nem escrevendo direito
(23:47) @fzotto: nem viu
(23:47) @fzotto: ja tomou josé cuervo?
(23:47) ДŋÐЯé: não
(23:48) @fzotto: vou deitar antes q eu vomiet. procure no google


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Funny The Way It Is

Hoje estava eu no meu local de trabalho, mais precisamente em minha mesa, e escuto uma batida na janela, ao meu lado. Penso que alguém atirou algo, tentando me chamar. Abro o vidro e olho para fora. Não há ninguém. No chão, tem um casal de canários.
"Óbvio". Pensei. "Os canários estavam voando, viram a janela, que é espelhada, e deram de cara." Ainda estavam respirando. Desci as escadas e fui até eles. Peguei-os, e levei ao vestiário, onde um funcionário falou pra molhá-los, porque ficam tontos. O fizemos, e em menos de meia-hora já estavam aos céus.
Ao chegar novamente no departamento, o carinha da informática começou a conversar comigo, e contei o ocorrido. Ele aproveitou para me relatar, que quando estava vindo para a empresa, atropelara um sabiá, que não saiu da frente do carro.

Eis a conclusão do dia.

Dois canários abatidos levantam vôo novamente
enquanto um sabiá é esmagado.


"Funny the way it is
No matter right or wrong
On a soldier’s last breath
His baby is being born

Funny the way it is
No matter right or wrong
Somebody is broken heart
And it becomes your favorite song

Funny the way it is
And if you think about it
One kid walks 10 miles to school
Another is dropping out"

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Jeito

Dulcídio nunca conseguiu ir bem na escolinha.
Prestava atenção na matéria, mas por algum motivo em especial, nunca conseguia fazer os trabalhos, ou responder certas as questões nas provas.
Alguns diziam ser algum bloqueio. Outros eram mais agressivos em dizer que ele era "retardado". Outras falavam que ele devia ficar no boteco bebendo.
Mas mesmo assim, Dulcídio era um rapaz comprometido. Ia todos os dias para a escola, mantinha-se atento nas matérias, conhecia de tudo, mas não reproduzia.
Os colegas de classe davam risadas. Clarinha, o defendia: "por que não o ajudam, ao invés de tirarem sarro da dificuldade dele?"
Reprovou o 1º aninho 2 vezes, foi sendo empurrado de série para série, pelos professores que não tinham paciência de lecionar ao garoto que não entendia, até chegar na 8ª em que resolveu parar de estudar.
Clarinha falava para ele não desistir. Mas não havia jeito. Nunca passaria da oitava série.
Clarinha foi tão dedicada em ajudá-lo, desde a vez que reprovou a sexta série pela primeira vez. Sabia que era fora dos padrões, era o garoto barbado da sala enquanto a maioria contavam os pêlos no sovaco, mas, apaixonara-se pela loira Clarinha.
Demorou a declarar-se, e o falou um dia após sair do colégio.
Clarinha, com olhar de desgosto, disse que só queria ajudá-lo, que ele interpretou errado as intenções dela, e que não ficaria com alguém tão burro.
Sem futuro, sem sentido, Dulcídio matou-se cortando os pulsos com a tesoura do material escolar.

sábado, 17 de outubro de 2009

A Estória do Homem que Nunca Dormia (Capitulo 1: Infância)

Tadeu nunca dormia. Desde quando era apenas um bebê, mantinha os olhos abertos a noite inteira, a manhã inteira, a tarde inteira.

Os pais levaram a criança a vários pediatras. Nenhum soube explicar a questão. Tentaram de tudo. Comidas, chás, brincadeiras, remédios, hipnose, alguns remédios proibidos inclusive, e nada funcionara, culminando em noites dentre choros contínuos do bebê, que necessitava atenção, enquanto eles pareciam zumbis, caindo pelos cantos da casa, cheios de olheiras e bocejos.

Seus pais faziam uma escala para cuidar da criança. Para exemplificar precisamente como era trabalhoso cuidar de uma criança que não dormia vejamos como foi a vida dos progenitores:

O Pai: Arlindo era um homem correto, ético e a cima de tudo respeitado. Nasceu em na cidade, e vai morrer na mesma cidade. Tem seus sonhos, e nunca os realizará. Fez seus cursos de aperfeiçoamento técnico, onde conheceu um amigo, que o levou a um barzinho, onde tragou seu primeiro cigarro. Neste bar, Arlindo conseguiu dois vícios que levaria até o fim dos seus dias – nicotina e Tânia, que se tornou sua esposa.

A Mãe: Tânia, era uma garota normal em sua adolescência, namorou, mas não muito, estudou, mas não muito, consumiu, mas não muito, e por fim bebeu, mas o suficiente para conhecer seu marido.

Na primeira noite, apaixonaram-se. Arlindo ficou com o telefone de Tânia. 5 meses depois estavam namorando. Um ano depois se casavam. No segundo ano de casamento, celebravam a aprovação de Arlindo no concurso público para uma vaga de auxiliar de almoxarifado da prefeitura. No terceiro ano de casamento Tânia engravidou, e desde o parto, o inferno começou.

Arlindo tinha de trabalhar em horário administrativo na prefeitura, tendo apenas a noite livre para cuidar do bebê, que era o momento para Tânia dormir, já que cuidava da criança por todo o dia. Em alguns fins de semana eram socorridos pela vovó Nanda, mãe de Tânia, que ficava com o garoto no sábado, deixando 12 horas de sono aos dois.

E assim cresceu Tadeu. Aos 6 anos de idade, quando já estava na escolinha e aprendera o alfabeto, lhe foi explicado que a noite, deveria ficar no quarto lendo livros infantis até que alguém o chamasse para tomar café da manhã. De O Pequeno Príncipe a Harry Potter, lera várias vezes.

Devido o grande stress, a saúde de Arlindo e Tânia passou a ser uma preocupação. Arlindo passou a fumar continuamente com a falta de sono e a ansiedade aumentando, e Tânia, não conseguia mais controlar a alimentação, contraindo obesidade mórbida.

O problema começou quando o convívio social de Tadeu passou a ser cotidiano. Quando estava na segunda série, Tadeu recebeu um convite de ir a um aniversario de seu coleguinha da escola. Seria feito uma festa do pijama. Assim, os garotos posariam na casa de Lucas, o aniversariante. Sabendo de que seria um problema para Tadeu a noite longa, Tânia falou que ele não iria. Arlindo defendia a causa do garoto, ele tinha vontade de festejar com o amiguinho, e por ser uma festa do pijama ele só teria que ficar deitado olhando para o teto por umas 6 horas, diriam aos pais do Lucas que pretendiam viajar cedo no dia seguinte e passariam busca-lo de manhã. Mas Tânia usou esta viajem fantasia como pretexto para Tadeu não ir. Aborrecido, o garoto sentou em seu quarto lendo uma revista de jogos. Esperou que todos fossem se deitar e fugiu. Iria à festa a qualquer custo. Infelizmente não sabia como chegar até a casa de Lucas, e circulou pela cidade durante toda a noite. Ao acordar de manhã a mãe sentiu falta do filho. Desesperada, gritou e berrou. Arlindo saiu com a Santana Quantum por toda a cidade, até encontrar Tadeu ao lado de um lixeiro, próximo a escola, chorando.

Arlindo fumou mais a partir daquele dia, e descobriu o câncer, que o mataria 1 ano e três meses depois.

Tânia, passou a comer mais e mais após a morte do marido, chegando a pesar 150kg.

E Tadeu entendeu a lição de que não poderia posar fora de casa, trancando-se no quarto sozinho, noite após noite. Até seus 10 anos, já havia lido todas as obras de Machado de Assis e José de Alencar. Mas sua vida complicou cada dia mais.

domingo, 11 de outubro de 2009

Inglorious Night





Fim. É o começo do nada. The book is on the table.Café é tão bom... quanto pão de queijoNicotina é tão bom... quanto ela, mas talvez ela não seja melhor que o alcool...Estamos vivendo nossa última noite na Terra?

Last Night on Earth - U2
"How did we get here, how'd you get hereI went looking, there's so much to see
I went looking
I went looking for spirit, found alcohol
I went looking for soul, I bought some style
I wanted to meet God but you sold me religion
"


P.S: primeiro post compartilhado. FZotto & DWS
twitter.com/fzotto
twitter.com/danwisil

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

02x01

Crânios de cambojanos vítimas do governo de Pol Pot e do Khmer Vermelho são expostos na cidade de Choeung Ek Mak Remissa/EFE




quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Algo sobre Alguma Coisa (E/Ou Falta de Leitura e Criatividade)

Não escreveu, não leu, nem o pau comeu!
Fato que estou passando por uma crise cultural. Não consigo arranjar tempo nesta minha vida atribulada para ler, o último livro que li já tem uns meses. Quero dizer, pegar um livro, olhar para a capa e falar "parece bom, vou ler", coisa que fazia com certa freqüência. Agora, com trabalho, faculdade, namoro, familia, e sono (coisa que tenho sentido mais falta), não tenho tempo nem de passar em uma sebo.
Por sorte, na última sexta-feira fui fazer uma viagem para Aparecida. Coisa espiritual-familiar, foi legal, e como passamos 24 horas (12 de ida, 12 de volta) tive a chance de ler "O Segredo de Luisa", de Fernando Dolabella. O livro é bom, mas completamente administrativo, e foi por este motivo que li, obrigação acadêmica.
Cinema tem feito falta em minha vida. Namorada tem gosto popular e não gosta de filmes terror-trash que eu curto (além da mania da dublagem). Todavia não é problema, pois ela costuma me acompanhar em minhas "maluquices", o pior mesmo é a grana, que está curtississíssima.

Com toda essa falta de cultura (e grana), parei também de escrever. Por isso da grande ausência.
Por sorte eu recebi o seguinte e-mail do meu grande amigo Daniel, o mesmo do último post:

De: Daniel WS [mailto:XXXXXXXX@gmail.com]
Enviada em: quarta-feira, 7 de outubro de 2009 14:24
Para: francisco@XXXXXXXX.com.br
Assunto: Se der, valeu

Dae, viu se der rola de vc publicar mais um texto meu no Bombril de antena?
Tambem se nao sair muito do foco do blog

Minha nova criação "Algo sobre Alguma Coisa", deixei no orkut tambem... vai ver algum plageia
Flw Valeu!


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Não importa se estamos falando de um dia ou uma vida, mais sim ter estado ao seu lado.

Aquele foi o melhor dos tempos...

De todos que vieram.

No sofá contigo vendo o tempo passar...

Pensando...

Não como se fizesse planos para o futuro, apenas desejando que o tempo parasse...

Que o momento jamais acabasse.

Mas acabou.

Ao que me parece tudo tem um fim...

Por aqui não seria diferente.

E hoje no fim da tarde, sabe naquela hora...

Lembro do seu olhar, não mais como sinônimo de tristeza...

Mais sim de saudade dos bons tempos, como aquela que sentimos ao lembrar-se da infância.

“E ao chegar em casa, fechava os olhos e a imaginava parada diante da janela vendo os apressados carros e pedestres cruzando avenida.”

Algo sobre Alguma Coisa

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Levou sorte, está dentro do foco do blog, e você está com criatividade e motivação (quero dizer que tens motivo pra escrever, nada de auto-ajuda)


Prometo que vou escrever em breve


-Things Goin' On - Lynyrd Skynyrd

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"garçom! Me ve uma dose de mulher!"

Comentários noturnos geram grandes temas, e grandes debates.
Ontem/hoje, ao me queixar da vida, meu melhor amigo me deu a melhor resposta para a questão principal: qual o sentido da vida? Por que devo acordar todo dia de manhã? Por que trabalhar? Por que respirar?

Nunca esperei uma resposta dessas:

"garçom! Me ve uma dose de mulher!"

Meu grande amigo amargurado a pouco me disse:

"A vida não tem sentido."

Pois é, procurando por palavras de consolo tudo o que veio a minha cabeça é que somos animais estúpidos procriando enlouquecida mente.

"Bestas com cérebros grandes".

Como se não bastasse isso, não conseguimos nem mesmo enxergar a realidade da nossa humilde e insignificante existência.

Precisamos de uma droga forte o bastante pra nos dar a ilusão de um futuro, muitos escolheram aquela sabe... Como se diz mesmo? Ah lembrei, religião.

Sinto muito, mas essa não é da boa, precisamos de algo forte. Então que seja o amor.

Viver para alguém, por alguém... Pois já não podemos mais viver por nós mesmos. Mas e se não o sente? Que venha a busca. A busca através do sonhar. Sonhar pra não ver a verdade. E nas horas em que sonhar não for suficiente?

Bem, neste caso... Aí temos o álcool.

Segunda-feira, 5 de outubro de 2009 01:45h

Um Idiota Qualquer


Ao meu ver, motivacional.

A val respondeu um amigo, me senti no direito de trazer alguém pro Bombril também.

Obrigado @danwisil

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

resposta

estou desvanecendo,
fato.



Acordei mergulhada numa lama nefasta de conformismo barato e dor de cabeça.
Assumidamente ríspida, desvaneci impaciente pelas horas no trabalho; n
o fim do expediente chequei meu e-mail pessoal, que entre entulhos, utilidades e memórias, constava uma nova mensagem de um grande amigo (Eder Alex), divulgando seu novo conto: "Queda Livre". Li o texto e me vi naquelas linhas... Segue resposta:


longe de alcançar verdades, invento minhas mentiras: o trabalho e a libertinagem.
"queda livre" me rasgou o estômago, como uma faca cega faria.

você sabe que sempre andei em desalinho com o mundo e faz um tempo que pontencializei toda minha desgraça, perambulando por uma vida doente, sem arestas:
me desprezo nos reflexos, vomitando erros, sangue , fragilizando a mente; me escondo, finjo, fuju, des-espero. tropeço em desenganos tão rápido que o alívio da ilusão não me serve.

meu humor? deixei em algum criado mudo.
silêncios que arrepiam.

é triste o escândalo em que me meti. é triste saber o que é certo e persistir brutalmente no errado. drama segue colado nas solas de meus pés fracos desse teatro.

a saudade segue...

grande abraço,
Valéria

terça-feira, 28 de julho de 2009

Memórias Póstumas de Um Ninguém

Minha vida resume-se no ultimo minuto. Todos os acontecimentos somados, de anos de muito ardor, são transpassados no ultimo suspiro, ultimo segundo.
Devo explicar este instante? Tudo bem, aqui vai.
Entro com o carro em casa, chovia pouco naquela noite, o suficiente para ser molhado. O famoso pega-bobo. Ando alguns bons 8 metros até voltar para fechar o portão. Encosto um, quando me direciono a outro, um homem vestindo um moleton cinza, pouco eu via do rosto, mas identifiquei um bigode grisalho. Antes mesmo de conseguir encostar a segunda metade de portão, ele sacou do bolso do moleton um revolver 38. Mirou em meu peito, e disparou. Cai ao chão molhado. Nunca senti tanto uma parte do meu corpo como o lado direito de meu rosto, congelando na água. O cheiro forte da merda que meus cachorros fizeram na calçada. E minha última visão foi esta. Uma calçada molhada, um pedaço de muro branco manchado pelo tempo, e um cocô desmantelando-se.
Isso é suportável. O real problema é analisar isto tudo como minha vida. Pois é ali que ela se resume.
Que conquistas tive? Bosta nenhuma.
Vários pingos de pessoas vieram molhar minha vida, esfriando a unica coisa que eu tinha para enfrentar a vida - a minha cara a tapa.
O muro são as barreiras que nunca transpassei.
E o homem, é de onde vim e para onde vou. A vida, e a morte. O inicio e o fim.
E aqui permaneci. Deitado. Perdido. Sem ninguém.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Arnaldo, decepcionante


Arnaldo nasceu de uma familia comum. Papai, mamãe e filhinho. Já nos primeiros dias de vida, mostrou a que veio. Toda a familia foi reunida para conhecer o garoto, que chorou ineterruptamente por uma semana. Todos acharam estranho o garoto.
"Achei que seria mais forte, sendo filho do meu irmão" resmungou o Tio Euclídes.
No aniversário de um ano, Arnaldo empolgou-se tanto com a festa, que na hora de apagar as velinhas, desvencilhou-se dos braços da mãe, caindo sobre o bolo, estragando toda a festa.
Aos 4 anos, ganhou um lindo tico-tico do Tio Astolfo, todavia, conseguiu quebrar o brinquedo no primeiro passeio pelo jardim, fazendo os pedais se soltarem.
Da mesma forma, aos 10 ganhou uma bicicleta de seu padrinho. Ele adorou a bicicleta, e andava para cima e para baixo, logo teve uma idéia genial, fazer alguns favores para a vizinhança em troca de umas moedas. A Dona Clara, pediu certa vez, para que ele comprasse um xampú na farmacia. Arnaldo correu com a magrela até lá, mas voltou com um condicionador:
"Nããão Arnaldinho! Esse é condicionador, preciso de um xampú, é da mesma marca, mas leia aqui embaixo, xampú. Num faz nada certo minino"
E correu Arnaldo, chegou na farmacia, estacionou a bicicleta e trocou o xampú. Quando voltou para a tão querida bicicleta, viu que não estava lá. Perguntou se alguém a viu.
"Não. Você não amarrou ela na corrente?"
Arnaldo olhou a corrente em sua mão, voltou a pé até em casa.
Suas notas nunca foram muito boas no colégio, mas nos últimos anos do segundo grau, passou a fazer um cursinho preparatório para vestibular. Prestou Federal e mais três particulares, não passou em nenhuma.
"Investimento jogado fora" reinou seu pai.
Foi nesta época que notou que uma garota de seu cursinho olhava atentamente para ele, e cochichava com as amigas. Uns de seus colegas acharam interessante, e começaram a ajudá-lo. Marcou um encontro com a garota, descobriu que se chamava Izabel, tomaram suco de abacaxi e comeram x-saladas na cantina da instituição de ensino, ela insinuava-se para ele. Marcaram de ir ao cinema no sabado. Despediram-se, e todos os garotos da sala resolveram mostrar para Arnaldo como se faz. Levaram-no para um prostíbulo.
"Arnaldão, é o seguinte, você aprende com as putas, o que você deve fazer com a Izabel"
Arnaldo pegou a prostituta mais bonita da casa. Brochou.
Todos sacanearam Arnaldo.
Já no encontro de sabado, conversou muito com Izabel.
"Você fala demais. Achei que era bom de pegada"
Arnaldo que estava com o carro do pai emprestado, deixando Izabel em casa, resolveu tomar uma atitude, partiu pra cima da garota. Foi a vez da ejaculação precoce.
Izabel saiu do carro.
"SEU IDIOTA!"
Arnaldo correu com o carro para casa. Errou a entrada, devido aos chopps que tomara com Izabel, ao invés de entrar na garagem, acertou a parede da sala.

E Arnaldo percebeu sua inutilidade. A decepção que proporcionou a todos que passaram por sua vida. Em todos os instantes. Nunca agradou 100% ninguem, pelo contrário, só demonstrou que poderia ser bom, mas provou que não passava de um merda.

E assim Arnaldo descobriu as drogas, as seringas reutilizáveis, a sifilis, e a morte.






I let you down
Let me pick you up
I let you down
Let me climb up you to the top
So I can see the view from up there
Tangled in your hair
I let you down 

I have no lid upon my head
But if I did
You could look inside and
See what's on my mind
You could look inside and
See what's on my mind
I let you down, oh, forgive me 

You give me love
Let me walk with you
Maybe I could say
Maybe talk with you, open up
And let me through
Don't walk away
Don't walk away 

sexta-feira, 3 de julho de 2009

"Cão com 2 donos morre é gordo, isso sim!"

Dani nasceu como qualquer outro cão. Uma ninhada de sete filhotes, três brancos com pintas pretas, 3 pretos, e ele preto com a pelagem da ponta do rabo branca. Sendo sua mãe uma cadela de rua, nasceu em uma lixeira tombada. Nos dias que seguiram seu nascimento, pessoas que viviam naquela rua acharam interessante a idéia de ajudarem a pobre cadelinha que dera a luz na lixeira. Tratavam-na como se fosse uma nova moradora da vizinhança. E assim por alí eles ficaram. Todos traziam algum tipo de restos de comida do jantar. Alguns meses se passam, os filhotes passam a crescer.
E certo dia, Cleiton, filho de dona Cleuza, da casa da esquina da rua vem de sua festa de formatura, dirigindo o carro que ganhou do pai quando passou no vestibular de medicina de uma faculdade conceituada, e caríssima. Totalmente embriagado, atropela a lixeira, onde estavam os cães. Um cãozinho de pelagem branca e manchinhas pretas, e Dani foram arremessados para fora da lixeira pelo impacto. Os outros, e sua mãe, pereceram embaixo dos pneus Pirelli do carro.

Mas os sobreviventes não ficaram abandonados, todos na rua quiseram criá-los. Um dia, os filhotes ficaram em uma casa, outro dia foram roubados pela dona de outra, no terceiro, crianças começaram a brincar e levaram-nos para outra casa. Para decidir o empasse, reuniram-se na rua, e decidiram, devido a afinidade com os cães que teria-se os seguintes donos: Seu Euclídes da livraria iria cuidar de Dani durante o dia, e Joaquim da padaria, seria responsável pelo pouso do cão, durante a noite. O cão branco com manchas pretas, que nunca foi muito bem quisto, devido o atrofiamento na pata traseira esquerda, adquirida da pancada na lixeira, ficaria com o Coronel Tavares, que já estava nas ultimas mesmo, e era rabugento o suficiente para precisar de companhia. Adianto-lhes que ficaram sempre em casa, recebendo refeições a domicílio, pagas com a gorda aposentadoria que Tavares recebia. O cão, que o Coronel direcionava-se como "Ô", acompanhou-o por todos os 18 anos que seguiram suas vidas, sendo que, "Ô" morrera dois dias antes de seu dono.

Dani vivera uma vida regada a divertimento. Acordava todos os dias com o galo de dona Misídia cantando as 6h em ponto. Ia com Joaquim para a padaria, abrir o estabelecimento. Assistia os frangos rodarem no forno, beliscando um pedacinho de cada cliente. Na hora do almoço, comia com seu Joaquim rapidamente, ia para a casa de Dona Maria, que sempre tinha um pratinho preparado para ele. E seguia para o estabelecimento de seu segundo dono, Seu Euclídes.
Sentava na frente da banca, ao lado de Euclídes, que lia todos os jornais que vendia, comentando com ele as mais estranhas notícias, biliscando vários tipos de lanches da lanchonete do Tio Juca, que ficava ao lado da banca.
As 18h as crianças saíam da escola, passavam na banca de Euclídes comprar figurinhas para seus álbuns, e chicletes de bola, brincavam com Dani, que acompanhava todas até suas respectivas casas.
Na volta para a padaria, cruzava com as cadelinhas no cio, da rua de baixo.
Jantava com o seu dono, e dormia a sono solto até o galo tornar a cantar.

Quando chegou aos 9 anos, Dani era uma bola ambulante. Já não aguentava correr com as crianças, nem cruzar com as cadelinhas. E em um certo dia de inverno, voltando para casa, um dos mendigos da rua Sapé viram-no passar, tão suculento. Correram até ele, que já não se movia com agilidade. Pegaram-no, fritaram-no, e devoraram-no.

http://twitter.com/fzotto/status/2462956151

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Simplesmente






L O V E






"and that's all folks"

domingo, 7 de junho de 2009

Beyond any dream

Quando vejo aqueles olhos, sinto como se mil fogos-de-artifícios explodissem dentro de mim.
Minha fala se prende
Minha mente fica vaga
Mas ao mesmo tempo quero falar tudo que vivi até chegar a este momento, e tudo o que pretendo fazer acontecer além de agora
Apenas uma palavra explica tudo: Inexplicável.

sábado, 30 de maio de 2009

Maio

Perseguição no Vietnã
No dia 31 de maio de 1966, monges budistas atearam fogo contra seus próprios corpos em Saigon, como forma de protesto contra a política do governo militar do Vietnã do Sul. Os monges faziam greves de fome e cometiam suicídio para exigir a igualdade perante a lei, a livre prática e propagação da fé budista.

1492 - Os Reis Católicos firmam um decreto de expulsão dos judeus de todos os seus reinos.
1594 - Morre Jacobo Robusti, Tintoretto, pintor veneziano.
1793 - Os extremistas da Convenção declaram os girondinos ou moderados como foras-da-lei, dando início ao período conhecido como Terror da Revolução Francesa.
1809 - Morre Joseph Haydn, compositor austríaco.
1820 - Fim da Inquisição no México.
1874 - Estréia, na Igreja de São Marcos de Milão, a Misa de Requiem que Verdi compôs para a morte do escritor Manzoni.
1878 - Naufraga na costa inglesa o encouraçado alemão Grosser-Kurfurst, causando a morte de 269 tripulantes.
1887 - Nasce Alexis Saint John-Perse, poeta francês, Prêmio Nobel de Literatura 1960.
1900 - Guerra de Transvaal: os britânicos tomam Johannesburgo e os boers, colonos holandeses da África Austral, retiram suas tropas para Pretória.
1902 - Tratado de Vereeniging, que põe fim à guerra dos boers contra o Império britânico.
1910 - As províncias do Cabo, Transvaal, Natal e o Estado Livre de Orange se unem para formar a União Sul-Africana.
1911 - Nasce Maurice Allais, economista francês, Prêmio Nobel de Economia em 1988.
1930 - Nasce Clint Eastwood, ator e diretor de cinema norte-americano.
1933 - A Grã-Bretanha consegue um armistício entre a China e o Japão.
1935 - Um terremoto destrói a cidade de Quetta (Paquistão) e morrem mais de 56 mil pessoas.
1939 - É firmado em Berlim um pacto de não agressão entre alemães e dinamarqueses.
1942 - Segunda Guerra Mundial: grande bombardeio de Canterbury (Inglaterra) pelos alemães, em represália ao feito em Colônia pelos britânicos.
1949 - Quebra das relações comerciais entre a URSS e a Iugoslávia.
1962 - Executado em Tel Aviv, por crimes contra os judeus, o ex-coronel das SS Adolfo Eichman, que havia sido seqüestrado na Argentina por agentes israelenses e levado a Israel.
1966 - Monges budistas atearam fogo sobre seus próprios corpos em Saigon, como forma de protesto contra a política do governo militar do Vietnã do Sul.
1970 - Forte terremoto na região andina peruana, que causa a morte de mais de 20 mil pessoas e deixa mais de 50 mil desaparecidos.
1974 - Síria e Israel fazem um acordo para a retirada das forças dos altos de Golan, com a mediação de Henry Kissinger. 1976 - Morre Jacques Monod, cientista francês, Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia 1965.
1991 - São firmados em Lisboa os acordos para pôr fim a 16 anos de guerra civil em Angola, que acabaram não se cumprindo.
1992 - Sérvia e Montenegro elegem os 138 deputados do Parlamento Federal para legitimar a criação da Nova Iugoslávia, proclamada em 27 de abril.
1994 - Os mísseis nucleares norte-americanos em terra e mar deixam de apontar para seus objetivos na antiga URSS.
1994 - O croata Kresimir Zubak é proclamado primeiro presidente da recém criada Federação musulmano-croata na Bósnia.
1995 - A Rússia formaliza seu ingresso na Associação para a Paz da OTAN.
2000 - O Congresso do Equador aprova a anistia geral para os militares rebeldes que protagonizaram a insurreição que derrubou o presidente Mahuad no início do ano.

Redação Terra

...e o mais importante, acaba o mês de maio.


Hey Hey My My (Into the Black)

sábado, 23 de maio de 2009

No Words to Say.....

Quero férias,

álcool

e

cigarros

"O stress pode ser causado pela ansiedade e pela depressão devido à mudança brusca no estilo de vida e a exposição a um determinado ambiente, que leva a pessoa a sentir um determinado tipo de angústia. Quando os sintomas de estresse persistem por um longo intervalo de tempo, podem ocorrer sentimentos de evasão (ligados à ansiedade e depressão). Os nossos mecanismos de defesa passam a não responder de uma forma eficaz, aumentando assim a possibilidade de vir a ocorrer doenças, especialmente cardiovasculares."

[td que sabemos hoje em dia é tirado de lá mesmo]


sexta-feira, 22 de maio de 2009

#41

Ignorância. Uma pessoa inocente é ignorante, uma pessoa arrogante pode ser ignorante.
Uma pessoa que briga contigo pode ser ignorante.
Sempre pensei no sentido da palavra, mas fico imaginando as diversas frases a se formarem

Vejamos o que diz o papai[1]:

Ignorância: s. f. Desconhecimento; falta de estudos.

Então inocência e ignorancia podem sim ser sinônimos, assim como burrice.

Ignorante: Rústico; que não estudou; que não sabe; estúpido.

Então além de burro, ele pode ser rude.

Fulano é ignorante
- Fulano é burro
- Fulano é sem estudo
- Fulano é estúpido
- Fulano é rústico
- Fulano é "capial"
- Fulano é inocente

Muito diverso para minha cabeça, quando alguém resolver dizer que alguém é ignorante para mim, por favor utilize outro adjetivo, sejam mais objetivos, assim eu perderei menos tempo tentando definir que tipo de ignorância se refere e vamos direto ao assunto.

Toda essa confusão surgiu de lembranças de conversas, e claro, com a ajuda do meu banheiro mágico[2], enquanto eu tomava banho.

Gostei da idéia de rever as palavras no dicionário, vamos abri-lo aleatóriamente...

FLEUMA: s. Um dos quatro humores do organismo humano, segundo a medicina antiga; [fig.] pachorra; impassibilidade; calma; tranquilidade.

Gosto também de procurar o sinônimo da palavra que encontrei a definição, só para conferir se bate o sentido. Sabe como é, uma prova real...

IMPASSIBILIDADE: s.f. Indiferença; insensibilidade.

Mas se isso continuar terei uma giganteeeeeeeeesca lista de sinônimos, e quando for conversar com alguém que deixe uma dessas palavras escaparem, irei ficar pensando sobre os inúmeros sentidos que essa palavra poderia me trazer, e não prestar atenção no que a pessoa está falando.
Bem, as vezes sou meio ignorante.
Mas não sei em qual sentido.



[1] pai dos burros - referência colegial para dicionário
[2] assunto para outro post - por gentileza, não sacanear


domingo, 17 de maio de 2009

Sunday Searching Sunday

40.1 - Rematricula
Tudo começou em janeiro de 2009.
Eu estava de férias, tanto do trabalho quanto da faculdade. Mas precisava "efetuar minha rematricula". Como moro a três quadras da faculdade, no penúltimo dia de férias eu desci a ladeira e assim a fiz. Mas houve um imprevisto ao chegar lá. Eu não conhecia aquela moça que trabalhava na secretaria da faculdade.
Quem é aquela loira? - pensei.
Logo alguém a chamou, descobri o nome. O suficiente por enquanto, já que, como regra básica da selva amorosa em que vivemos atualmente, notei que havia uma aliança de prata no dedo anelar direito dela.
Faltou algum documento meu, nem lembro qual, mas era uma oportunidade de vê-la novamente. Neste meio tempo, vasculhei os meios da Internet para saber mais alguma coisa sobre ela. Não encontrei informações.
No dia seguinte retornei como deveria ter ido já na primeira vez, com os documentos em mãos, e pensando em rever a loira. Mas desta vez não havia anel de compromisso. Pingo de esperança pingou em mim. Ela me atendeu com proatividade e competência.
Nos dias que se seguiram acabei retornando ao trabalho, logo, não tive mais tempo para arranjar desculpas para vê-la. Todavia, encontrei o orkut. Mensagens e recados nos aproximaram um pouco. Consegui o msn. Mas dificilmente ela logava-se.
O mês passa. Ela passa a estudar na faculdade. Uma chance a mais. E como já tinha o trunfo do msn, acompanhei o término do namoro dela, as chances aumentando, mas em contrapartida, minha vida desvairada me leva a um breve relacionamento, ou prisão, que por pouco mais de um mês joga todas as minhas chances no lixo. Logo finalizei o que não era tão necessário ter começado - foi mais produtivo para outros do que para mim, mas uma vez terminado, voltei a investir.
Não gosto de auto-valorização, dizer que sou importante, ou algo assim, e também não gosto de pessoas que façam isso, mas devo confessar que sei que algum interesse ela tem por mim. E isso me motiva ainda mais.

40.2.1 - Cine
Certo sábado de maio, passei o dia (tentando fazer) fazendo trabalho de Gestão de Custos. Horrível, não rendeu nada. Carlitos chega na minha casa para irmos assistir Wolverine com a galera do trabalho dele (o filme é muuuito fraco!), mas antes de irmos, tinhamos um tempo, ficamos aqui no PC, pirando num Metallica (Carlitos não gostou do Death Magnetic, não entendi o por quê!), e a janelinha dela sobe no canto inferior da tela. Prontamente largo um:


15:50:26
Francisco Zotto
"vamo no cinema hoje?"
depois de um "hum. ." eu falo em irmos no domingo, mas ela concorda com um empecilho "podemos ver. . é que eu preciso ler o monge executivo. .tenho que devolver o livro segunda. . "
"ah minha prima tem, eu te empresto depois"
Que beleza. 'Tá marcado - pensei.

40.2.2 - La Ricerca
Logo cedo no domingo (11:07 am), acordo e ligo um Beatles - I Want You, e ela entra novamente pelo msn e diz: ahhh vc vai me emprestar o livro??
Claro, isso pode ser apenas uma questão do tipo: "ele tem o livro, e eu não vou conseguir ler hoje, tenho que devolver amanhã, ele pode me emprestar e está tudo certo."
Mas minha mente masculina inteiramente focada interpreta de um modo como: "eu posso emprestar o livro, ela fica livre para sair comigo hoje"

Assim passei na maior busca desde o dia em que esqueci minha mochila no quiosque da Brahma.
Iniciei pelos lugares óbvios - a estante de livros/dvd's/cd's, ou a mesinha do lado da minha cama. Não estava. "Bem, o livro é da minha prima, talvez esteja nas coisas dela.", mas não estava na mesinha do computador, no guarda-roupa, nem nas gavetas. "Talvez esteja mesmo no meio de todos os livros no meu quarto". Voltei, "A Felicidade de Cada Um" de Helen Van Slyke, "Esfinge" de Robin Cook, "Platão", nada de Monge, nem de Executivo.
Nas gavetas, do rack e todas do guarda-roupa não estava. No quarto da minha outra prima também não estava, nem na quinta olhada em todas as gavetas do meu quarto, nem no monte de livros do canto, nem embaixo das minhas roupas, ou embaixo da cama, ou na sala, ou nos armários, ou dentro da privada, ou atrás da mesinha do meu PC (AI! bati a cabeça na parede ao olhar), sumiu!
E assim termina meu domingo, as 15h, sem cinema, sem loira, sem livro, sem ela atender o telefone, com um galo na cabeça, com uma bagunça para arrumar pela casa, e com este post escrito.


http://2.bp.blogspot.com/_h6AuvloJQws/RiIriygqonI/AAAAAAAAAHU/aOm3G6deFlQ/s400/mongeeexecutivo.jpg
Mas eu encontrei um resumão no google... ainda há esperanças

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Anyone Can Play Guitar


Se eu soubesse tocar um violão
viveria de música.
Não cantaria por dinheiro
viveria cantando o que sinto
Meio utópico?
Sim, completamente.
Mas eu viveria de música e sentimentos.
Mas uma vez falaram que não tenho sentimentos
E eu nem sei o que isso significa
Mas sei que quando a vejo
Algo estranho acontece
Acho que isso é sentimento
Um olhar diferente
De ambos os lados do corredor
Até alguém subir uma escada
Ou passar por uma porta
O que deixamos para trás
é o que queremos para o futuro.


domingo, 10 de maio de 2009

Possibilidade

"so I give to you my everything
'cause you've given me these loving wings
the angels have all gathered 'round
to hear me sing my love out loud "



"So take your place here next to me
I take my place there next to thee
no matter how far you may roam
it's by your side I make my home"

sábado, 9 de maio de 2009

Aprenda

Dicionário Feminino:

Sei Lá = Não
Não sei = Sim


you might die tryin'

Mammy

Não tem lugar pra estacionar o carro, vou a pé, uma pessoa para na minha frente, quase passo por cima dela, outra está do meu lado, não tem como desviar, espero. Passo delas, de uma loja sai algumas pessoas com várias sacolas, quase batem em minhas pernas. Com dificuldade chego até o banco. Fila gigantesca, penso no cartão, vou desviando dos trânseuntes e chego até a farmácia na esquina:
_Oi, vocês pegam débito automático né?
_Siiim.
_Mesmo que seja conta telefônica?
_Ah, não pegamos mais conta, não!
Volto pra fila no banco. Um caixa está estragado, duas mulheres de meia-idade entram com duas garotinhas. Andam de um lado para outro. Demoram nos caixas - (qual a dificuldade em tirar o dinheirinho môdeeellss??!!). Saio embalado, não paro, ando, ando, pessoas aqui, pessoas ali, batem ombros, oferecem bugigangas, lonas no chão, pessoas ao redor, palavras saem de bocas, palavras e músicas das caixas de som...
Chego até a loteria. Outra fila. Muita gente. Espera, espera, espera, espera, espera, espera, espera.
_ R$ 138,70.
Saio, Casas Pernambucanas. Uma pessoa, duas. Olham colchas, edredons, toalhas, roupas, sapatos, eletrodomésticos, "licença","licença","licença","licença","licença","licença","licença", FILA! 1,2,3,4,5,6,7,8,9, perdi a conta de pessoas, fitas demarcam a fila. PAGO!
Vamos sair, vamos,
-Ué, é um carrinho de bebê.
ELA SÓ TEM QUE SAIR DA MALDITA LOJA! ENTÃO SAIAAAA!
Passei, mais pessoas, pessoas, ombros, sacolas, grávidas, casais, bugigangas, bicicletas, carros, cadê meus parentes que eu encontraria aqui?, pessoas, desvia, o sol batendo no rosto, tira a blusa, pessoas, pessoas, pessoas, mercadoria pela rua.

Feliz Dia das Mães

I Did It

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Vida Besta Rules


do Vida Besta

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Somebody's Heart Is Broken And It Becomes Your Favorite Song

What's going on, my friend?

Do you wanna talk?

http://img232.imageshack.us/img232/5697/meninocs3.jpg
trust me

sábado, 2 de maio de 2009


qual sua máscara?


Tamanho da fonte(arte de saul steinberg e fotografia de inge morath)

.

"u're losing the calling that u've been faking
and i'm not kidding
...
how selfish of u to believe in the meaning of all the bad dreaming"





do jukebox, ok?

sexta-feira, 1 de maio de 2009

diário: sorrisos e sussurros lúgubres

"Amo
firme,
fiel
e verdadeiramente"
(maiakovski)



.
dias de sensações extenuantes, apesar de dissimula-las com certa facilidade



30 de Abril

ainda não consegui aceitar que o frio esteja tomando seu lugar no ano; mal agasalhada, tremia quando encontrei com um amigo querido, que há tempos não revia. gosto dos seus olhos pequenos e gentis.
(...)
com dinheiro apenas para cigarros, fomos à um churrasco no clube da empresa. eu tinha a testa pintada em letras garrafais: penetra. não pude me deixar incomodar com esse "detalhe", então cumprimentei as pessoas, convencida de que era a primeira e última vez que o faria. F. pegou cerveja, dois copos finos e fomos sentar separados dos outros, proporcionando assim, privacidade para alinhar os acontecimentos durante o hiato que passamos.
me surpreendi com a notícia que ele é pai outra vez, por uma recaída com sua ex mulher. desprezei os motivos pelo qual ele não me contou antes... felicitei-o com um abraço. comovido disse: "é o banguela mais lindo e esperto que existe". preciso marcar um parque com seus filhotes, num dia bonito de sol.
falando sobre algumas pessoas que conhecemos em comum, certo momento, fui cortada para que ele relatasse uma história com uma prostituta que lembra muito uma menina que me envolvi (?). Eu bebia minha cerveja, com olhar curioso, encolhida no banquinho... e ele ria, ao contar que a moça frequenta lugares como o kitinete e wonka bar. "Já imaginou, Val...se você já não ficou com uma puta de graça?" Hoje lembrei daquela no Wonka, dançarina numa boate em Balneário Camboriú. Mas enfim...
Na mesa da frente, um grupinho de pessoas jogando truco, comportava-se com uma euforia gostosa de ver. Uma das meninas tinha uma semelhança surpreendente com alguém que conheço; de imediato fui atingida por uma saudade violenta. abstraí.
Papo vai e vem, cerveja pra dentro, cigarros queimados, pouco a pouco íamos nos entrosando com o pessoal e quando notei, já estava bêbada desejando que um buraco abrisse sob meus pés quando ouvia comentários maliciosos: maioria deles sobre meu cheiro. Homens.
F. estava tão presente ali pra mim, que sofri antecipadamente mais um intervalo inevitável.
(...)
Não me permiti abater, quando um abençoado colocou The Doors para tocar; minha lamentação gritava por dentro, enegrecendo o momento, mas tive que suportar, afinal, embriagada seria incomodo deixar o coração tomar espaço e voz. Air guitar, dancinhas esquisitas, risos. F. sempre me faz voar. Teve o momento declarações, então ouvia repetidamente: "você é meu piá!" e eu retribuía com uma carinha meiga "estarei sempre aqui".
deitamos no chão, com o sereno gelando nossos narizes; as estrelas dançavam no céu. odeio sentir vontade de recuperar a lucidez e não conseguir; o coração acordou. uma tristeza sem fim e os faróis de uma montana prata, nos obrigou a deixar nosso leito de idéias quiméricas.

ainda parei no posto para abastecer, comprar uma coca-cola zero (!) e seguir rumo ao silêncio e a solidão.

no portão de casa, tocava uma música bonita no rádio. memória limitada; só restou a sensação de pesar que ela causou.


me separei de F. sabendo da demora do reencontro, mas contente, pois apesar disso, nossa amizade continua crescendo.




1º de Maio


Asfalto molhado, ar gelado e eu continuo negando agasalho, vestida apenas com uma camiseta que adquiri por 4,50$, numa dessas MegaStores e um shorts velho.
Infeliz e acéfala; acordei podre.
lavei meu corpo dolorido, para acordá-lo do mal estar que me cercava; inútil.
dois comprimidos analgésico depois, voltei para a cama com meu chá.
pela manhã, duas pessoas em especial me entreteram. ocupar-me matando saudades, foi um alívio.
após o almoço, murchei.
no quarto escuro, ouvia músicas carregada de vergonha e lamentações; tô vivendo um inferno particular que eu mesma criei. Adormeci.
despertei tonta, pálida e triste, mas decidida de que não posso deixar meu passado determinar o que sou. a falta é tanta, a dor é rígida.
na verdade, não quero falar sobre isso...

há 5 minutos que estamos em 2 de Maio...

tenho de trabalhar hoje. que iniquidade!




.

Precipitação

Houve uma vez que eu estava em um passei pelo colégio, faz tempo, tanto tempo que eu era um dos melhores alunos da sala (o segundo melhor, devo dizer), e os melhores são convidados para este passeio. Logo que recebi o convite do tal passeio, falei com essa garota, linda, que tambem iria. Inocentes, perguntei a ela "você quer ficar comigo no passeio?" ela respondeu um timido "não sei". Ambos sem palavras, continuei meu caminho, acreditando que aquilo era um "não, mas não fique chateado comigo".

Assim fui, ao passeio, despreocupado, um tanto triste, mas livre. Entramos por uma caverna, escura, cada um com sua lanterninha. Cheia de lama, tombos eram inevitáveis, um em que eu caí levando outros 3 comigo, me garantiu o prêmio de Melhor Tombo Coletivo no ônibus em retorno a SJP (ganhei um Bis!). Entretanto, em um momento algo estranho aconteceu. Após vários tombos consecutivos, minha camiseta q era clara estava pintada de um marrom-terra, um garoto falo - "sua mãe vai te matar quando ver sua camiseta!" Eu dei risada, a voz da garota veio de algum lugar proximo a minha orelha direita:
_Chico não está nem aí...
_Não tô mesmo
_...pra mim.
PAREI.

E este é um dos momentos que me definiram no que sou hoje. Imagino, toda vez que a vejo, como seria minha vida se eu tivesse mudado de atitude naquele exato instante. Pela inocência, mantive silêncio.

Depois que saimos da caverna e fizemos uma trilha tinhamos um almoço esperando, e ela almoçou lá, distante. Ouvi alguém falar que ela não se sentia muito bem. E uma pessoa me olhando torto. Ainda não acreditava no que tinha acontecido. Eu dispensei aquela linda garota que EU gostava? Muito complexo pra mim na época.

Precipitei-me em falar coisas que nem estava pensando. e Cheguei no que sou hoje.

Mas e se eu falasse algo?
[...]
_Como assim não estou aí pra você? Claro que estou você me disse que não queria ficar comigo!
_Eu disse que não sabia, não que não quero.

E assim iriamos conversar bastante, Por toda a caverna, e mais na trilha. Podiamos ficar. E depois, por eu ter tão pouca idade, progredir, namora-la, pois morava muito proximo de mim. E eu talvez fosse mais confiante, fosse adiante, buscaria as coisas que quero para mim, pois consegui a garota que eu queria.
Como diria meu grande amigo Tomada: "Assim, mais a mais, supositório né."

Mas não aconteceu. Hoje a vejo, próxima de se casar, feliz, e não sou eu quem a faz feliz.
Joguei uma vida de sucessos no lixo, e não posso culpar ninguém além de mim.

- I loose someone too, val.

"E os fantasmas sempre voltam a noite para me assombrar"

Wait For Me - Runaways
>>
Back 2 Good - Matchbox Twenty

i lost someone






"pegue seu banquinho e saia de mansinho"






.

Reciclagem (by Contratempos Modernos)

clique na imagem pra ver em tamanho real
Vi aqui: Contratempos Modernos

sábado, 25 de abril de 2009

Descartável

http://www.emporiodovending.com.br/produtos/copo200.gif

Descartável. Tudo na vida é descartavel.

Copos, garfos, colheres, papel, pratinhos, cartas, opções, valores, x's e y's, plásticos, comidas?, bares, músicas, filmes, palavras, olhares, fezes, descargas, livros, conversas, programas de televisão, casas, jornais, sonhos, e até mesmo pessoas.
De onde veio a palavra descartável?

Mammoth

sábado, 11 de abril de 2009

Sem Nuvens no Céu

http://www.naturaljoias.com.br/images/sementes/sementes_diversas__naturais/SEMENTE%20GIRASSOL.jpg

[...]
Carolina "é uma menina dificil de esquecer",
e quer sair de casa, onde mora com seu pai e sua mãe.

Seu pai briga com ela quando ela sai.
Sua mãe briga quando ela está em casa
Seu pai bebe e briga com sua mãe
Sua mãe compra coisas desnecessárias e briga com seu pai
Quando ambos cansam de brigar entre si, eles brigam com ela.

Assim, ela conhece o José.
Ele é um rapaz baderneiro para o tempo em que vive.
Eles saem 1, 2, 3 vezes, na seguinte ela dá.
Engravida, os pais arrumam o casamento (Donde já se viu?! O que os outros vão pensar?!).

E assim ela sai de casa. Mora com o José.
Tem seu filho Junior.

Carolina passa a se tornar uma fanática religiosa
José começa a chegar bebado em casa

Carolina briga quando Junior sai
José briga quando encontra Junior em alguma zona.

Junior quer sair de casa.

[...]

http://escreverporescrever.blogs.sapo.pt/arquivo/arvore2.jpg

domingo, 5 de abril de 2009

Gone

_Amor, vou comprar cigarros!
_Ok.

20 anos depois ela anda em uma rua movimentada, e vê algo familiar naquele homem barbudo que passa por ela.

Don't Drink the Water

terça-feira, 31 de março de 2009

Walk Away

http://viverepensar.files.wordpress.com/2008/09/66534554_8d2625877c.jpg

Take it back, don't let it die
Oh rage against the fall of night
Because I still do depend on you
Don't say those words that run me through

Ele a olha encabulado. Ela retribui o olhar pensando no que ele está pensando.
Ela se cala por um instante, precisa de tempo para pensar. Ele pensa para não falar.

Gosto de você.
Sabe que não lhe farei feliz, e o que importa senão a felicidade?

Ela pensa no que ele está pensando. Ele sabe o que está por vir.

Mesmo assim gosto de você.
As mesmas palavras de sempre.
Mesmo abandonada continuarei gostando.
Eu não devo ter coração.

Ele é frio. Ela é quente. Não eram assim no começo. Mas ele a esquentou.

Deveriamos tomar algum rumo
Você quer dizer, você pra lá, eu pra cá?

"Hum"

Pensei em um rumo pra vida.
Casamento?

Outro "Hum". Os olhos dela brilham. Ele sabe que deve tomar atitude. Não quer choradeira. A abraça.

Tudo toma rumo um dia. Só abra a gaiola.
Sonhos levam todos adiante.

Keane - Better Than This

domingo, 29 de março de 2009

somos cúmplices da nossa falta de fé

(banksy - there's always hope)




"why can't we just play the other game?

why can't we just look the other way?"



(mas antes; uma palavra: eu acho que isso de postar somente nas noites de domingo, merece uma análise)

acende a luz, senta aqui do meu lado pra gente conversar. pego um cigarro; élucysim,sótinhaessehoje.
o que é? que foi? nesse ponto, eu já havia começado a secar, assim podia tentar impedir que a angústia se tornasse visível; diferente de dias anteriores, onde o choro infectava com dor todos os pedacinhos do meu corpo. às vezes não suportava, confesso mesmo a falta de moderação com os remédios. sempre me faltou habilidade com as palavras, mas a música já estava tocando; só restava dançar. ein? que foi? olha, eu tenho pensado em um bocado de coisas e já pensei também sobre pensar nessas coisas. talvez fosse trapalhada minha, mas não é. então comecei procurar em você e aí e...encontrei. peraí.que você tá dizendo? com a voz desvanecida, pediu que deixasse explicar que. eu tenho as respostas em minutos de atraso que antes nunca eram justificados sem que teus olhos falassem também. as ligações têm ficado raras ou então limitadas... agora que você sabe que eu realmente estou falando sobre o que você já imaginava; peço que reconheça que nada mais nos move e à partir de agora. ela apagou o cigarro e sentindo-se desconfortável, pegou outro, mas não acendeu prontamente, esperou a conclusão da frase. digo que agora sou eu existindo por minha conta. responsável pelos meus atos, usarei da cautela para não seguir me arrependendo. eu não pude ir antes, me desculpe. dá sua primeira tragada (agora mais tranquila). você matou o jeito como eu te amava; o jeito, pois eu ainda te amo, mas amar por amar sem aquela eterna busca, é doloroso. eu quis prosseguir, eu quis mais, eu quis fingir que nada de tudo aquilo tinha acontecido, mas era tarde; nossa luz apagou, chegamos ao fim e como resposta, digo que reconheço e não sinto doer isso. os olhares se perderam por objetos nesse momento, onde o silêncio só permitiu que a madeira do guarda-roupas estalasse. E se...Shhh. não cabe mais 'e se' em lugar algum. a impossibilidade me arruina. houveram possibilidades...não, não me olha assim, não me leve a mal, pois eu também lamento; queria mesmo ficar com você. eu vou te abraçar agora e vou amaldiçoar as filas de banco. vem cá, v. continua confortável e. eu sei, eu sei. você vai dormir aqui essa noite, eu preparo um café e podemos conversar até cairmos de sono. me importo com essa condição, mas a vontade de salvar os segundos é maior; então eu fico...começa por lavar o rosto, eu vou buscar água. levantam as duas e um tropeço. desculpa. já não se olhavam mais (...) dormiram em cômodos separados. quietas no escuro; hesitaram...'e se'.



por v.

domingo, 22 de março de 2009

qual sabor?


"If today is all we see
Then tomorrow seems to me is
Just an elusion we believe"


Francisco Zotto diz:

me diga algo
valéria diz:
tá feliz?
Francisco Zotto diz:
to em stand by. sabe qndo vc fecha o notebook e ele não ta nem ligado nem desligado. só ali. esperando?
valéria diz:
sei
valéria diz:
nao gostei da comparação
valéria diz:
rs
Francisco Zotto diz:
hauhauha
Francisco Zotto diz:
pq?
valéria diz:
muito nerd isso
Francisco Zotto diz:
geek
Francisco Zotto diz:
peguei o exemplo q tava em minhas mãos
valéria diz:
literalmente
Francisco Zotto diz:
anham
Francisco Zotto diz:
pq q todo domingo tenho pensamentos de reestruturação espiritual? é dia de ir pra missa?
valéria diz:
domingo é um dia perdido, ainda que você vá passear no parque, que tome sua cerveja...que aprecie o céu e coxas femininas... que não ligue a tv, mesmo que você esteja completamente apaixonado
valéria diz:
principalmente à noite
valéria diz:
"a maldição de domingo à noite"
valéria diz:
sensação terrível... anjos e demônios anunciando 'é o fim do final de semana'
valéria diz:
a cabeça fica conturbada mesmo
valéria diz:
dá uma dessa de reestruturação espiritual
valéria diz:
sugiro pizza ok;
Francisco Zotto diz:
ahuauahu
Francisco Zotto diz:
sensacional


Zero 7 - Morning Song.mp3

posted by val

domingo, 15 de março de 2009

Infecção da Garganta

fala 01 - .... mas isso não dá dinheiro, nem comida
fala 02 - mas a vida noturna continua, e há petiscos em butecos

http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/garganta.gif
Onde dói?

ouvindo: gov't mule - left coast groovies

domingo, 8 de março de 2009

Reboot

17.1) Eu ando pela rua da minha casa. Voltando com pães e cigarros. Algumas gotas respingam no chão. Sinto um cheiro de terra molhada.
14400 segundos se passam, e estou pensando sobre relacionamentos.
Como atingi tal ponto? O tempo passa e reencontro-a, ela pergunta pelos meios que ela sempre usou - "O que nos aconteceu? Está tudo acabado?". 
Está tudo como sempre foi. 
171 horas antes disto eu beijo uma garota, enquanto sinto seus lábios tocando os meus suavemente eu penso que poderia fazer isso tudo funcionar. E pelo tempo q for necessário, tornar-me normal. 

-

17.2) Cada pessoa que converso tenho um relacionamento. Seja algo físico, ou seja uma grande amizade, como pode ser apenas uma conversa em um ponto de ônibus. Cada pessoa da minha vida é importante. E cada segundo está em mim. Estou preso naquele segundo, vendo aquele rosto. Estou conversando com aquela mulher reclamando de não ter visto o ônibus passar. Estou sentado em uma mesa de bar vendo fumaça de cigarro desaparecer no ar. Estou sendo erguido por um tio e olhando pelo vidro do caixão aquele rosto pela última vez. Estou na área de fumantes de um shopping olhando para um por-do-sol. Estou caindo da bicicleta. Estou sendo atingido por uma voadora em um campo de futebol. Estou olhando para a garota que eu gosto e dispensando-a em uma caverna cheia de barro. Estou pensando nesta mesma garota, em cima de um muro, olhando minha rua e sentindo uma leve brisa de chuva. Estou quebrando um brinquedo que não deveria. Estou beijando pela primeira vez. Estou vendo uma garota de olhos e sorriso lindos, e não a toco. Estou vendo uma garota balançar a cabeça frenéticamente. Estou vendo as lágrimas correndo dela olhando para as flores em suas mãos. Estou beijando-a sob a chuva. Estou olhando ela descer do ônibus, e sei que a beijarei em 4 segundos. Estou olhando para olhos azuis que me ridicularizam. Estou em um ponto de ônibus com ela que fala que não sabe o que fazer comigo. Estou a um segundo de onde estou agora, e um segundo além do que eu já vi. 
Lembranças, do que já tive, e das que terei.

-

17.3) Algo começa, algo termina. Alguém vem, alguém vai.
Eu vim a ela, como outros vieram. Eu parto, como outros partiram.
Eu vou a outra, como outros vieram.
Tudo se basearia em um único momento? O do último suspiro?

Bebidas

> Eu não gosto de arroz. São pequenos, brancos e irritantes. 

> "#41" música de Dave Matthews Band é linda e me faz pensar e cantar junto, viciante.

> Sou uma ovelha negra desgarrada

> Meu figado ta derretendo.

> Eu não gosto de arroz




[by FZotto]

domingo, 1 de março de 2009

uma colher de chá


incrível como as pessoas que têm o cérebro desocupado sofrem mais por amor.
isso me faz duvidar da veracidade de muitos casos.

eu não quero falar sobre algo específico...ok?

derretendo dum calor que desafia minha apatia, me torno discretamente aflita. distante, com pensamentos inúteis, tipo; idealizações fracassadas. energia desperdiçada. domingo queimado. Pó. nenhuma manifestação real de felicidade...só pequenas nódoas como batidas de asas de um colibri: eu ouço tango. espero e des-espero. saudade em cada nota, em cada gole de água. grilos e cigarras, é o primeiro dia de março. e eu continuo contestando as mesmas questões reles. disfarço minha incompetência com risadas; afinal é mais fácil ser qualificada de louca. suor e as lentes dos óculos engorduradas. eu vejo tudo embaçado (sorry, calcanhotto) bato os pés e nado nesse dia mole. insignificância e ranger de dentes que ecoam em tapumes à direita do meu cérebro. eu também não sei quem eu sou, chico. por isso eu vivo (?) vivo assim, no sentido estrito da palavra. me embebedo nos momentos sem rédeas, como agora; sem propósito.

e as pessoas continuam sofrendo porque querem, esquecem de saídas pela escotilha, esquecem que têm futuro.

já disse que sou bastante propensa ao amor? laçada aos encantos e galanteios mais baratos, suspiro na copa de uma árvore incerta toda vez. e o sofrer?

futuro...


Valéria.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

The Proudest Monkey You've Ever Seen


But then came the day
I climbed out of these
Safe limbs
Ventured away
Walking tall
Head high up and singing

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Take your pictures down and shake it out

Estou pensando sobre muitas coisas últimamente.
Sobre os mais variados assuntos.

13.1 - The Taste
Ontem fiquei pensando sobre beijo. Quem foi o primeiro que teve a idéia de beijar? E o gosto... beijo é bom, pelo gosto, pelo contato.

13.2 - Amazing What a Minute Can Do
Fato: Um minuto ou um segundo, pode mudar o rumo de qualquer vida. E o "e se" permanece na cabeça por anos e anos. "E se eu tivesse dito aquilo?" ou "E se eu não tivesse feito isso?"
Mas minha dúvida sempre foi, "E se eu vivesse com meus pais?".
Não que não goste de minha familia. Só penso, que se eu tivesse vivido outras situações eu seria outra pessoa. Você dorme e acorda em outro momento do mundo. Um piscar de olhos e o mundo não é mais o mesmo. Certa noite dormi, então acordei as 9h da manhã e liguei a tv, haviam torres caindo, logo o mundo não foi mais o mesmo, logo não acordei no mesmo mundo em que dormi. Poderia eu acordar em um momento diferente, em situação diferente, sendo uma pessoa diferente? 

13.3 Lembranças
Eu acho q nasci a partir dos 4 para 5 anos. Não me recordo de nada antes disso. E só o que me lembro são flashes vagos, como fotografias em um album... é, talvez eu não lembre, talvez eu lembre apenas das fotos do album que tenho em algum lugar do lixão que é meu quarto. 
Estou perdido dentr memorias e tempos. Cheguei a esquecer coisas que aconteceram menos de um minuto atrás.
As vezes esqueço quem sou. Fico pensando, o que fiz pra chegar até aqui? Quem eu sou?
Esqueço de rostos conhecidos. Certa vez, na videolocadora, eu esqueci meu nome.

13.4 Ctrl C + Ctrl V
Foo Fighters e Nirvana
Acho muita semelhança nas musicas My Hero e Scentless Apprentice
Dave Grohl não me engana
A propósito, acho que Foo Fighters só entrou para a trilha do Arquivo X porque a banda tem nome de disco voador

Ouvindo: Foo Fighters - My Hero

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Sitting back in my tree again

... e hoje resolvi andar por Curitiba, procurando alguma outra razão para viver. Algo que me motivasse, me fizesse esquecer o que não quero lembrar.
E olhei ao redor, pela janela do ônibus, por onde andei só vi pobreza, tristeza e solidão...
Crianças sentadas no meio-fio de ruas movimentadas, com roupas feito trapos. Uma viciada andando pela calçada, totalmente desvairada. Uma senhora puxando conversa com alguém no ônibus, só porque mora sozinha e não tem com quem conversar ("meus cachorrinhos não falam").

Ainda existe razão, mas eu não consigo consertar o mundo. Prefiro deixá-lo. Ambandoná-lo. Tudo e todos. Eu odeio o que os humanos fizeram ao mundo. Prefiro voltar nos primórdios, viver como os macacos, de galho em galho, comendo, vivendo, dormindo e nos reproduzindo. E morrer na nossa ignorâncias sem aprender, sem petróleo, sem armas, sem quimica, sem física, sem saber que poderiamos criar arranha-céus, carros, asfaltos, sem causar nenhum dano com poluição, fumaça, lixos industrializados. Nossa poluição seria nossas cascas de banana.

Quero pular de galho em galho, cantarolando, pensando sobre amor, sobre como o mundo é belo, sobre a luz do sol, sobre o verde dos campos, sobre as ondas do mar...
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
e por outro lado:
Du não se importa se estou vivo ou morto
Jéh não sabe dizer porque não me quer
Val já não passa por aqui

essas são as mulheres da minha vida

ééé "Tudo na vida é passageiro, menos o motorista e o cobrador"

ouvindo: dave matthews band - proudest monkey 

Lembrando que hoje é Valentine's Day

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Why won't you run in the rain and play

11.1  Não entendo conceitos de diversidades

Opostos
Maior/menor, Ruim/bom, Melhor/Pior.....
de onde isso td veio? qual a intenção em classificar?

11.2 Chuva
Por que qndo td está ruim, as coisas tendem sempre a piorar?
Por que fugimos da chuva? Se a tal teoria do Big Bang for real e toda matéria deve ter saido do mesmo buraco, então pq evitamos contato com pessoas e matérias (como por exemplo a chuva)?

11.3 Pessoas
Por que ninguém ajuda ninguém? Pessoas com guarda-chuva procuram abrigo sob toldos de loja, qndo pessoas sem cobertura deve transitar no meio da rua onde a chuva é mais intensa.

11.4 "ELA"

Why won't you ever be glad
It melts into wonder
I came in praying for you
Why won't you run
in the rain and play
Let the tears splash all over you



ouvindo: Dave Matthews Band - #41

sábado, 31 de janeiro de 2009

"O Raro Prazer"


Carlton: Cada Carteira a Última

Tentei doar sangue hoje, mas não pude.
Nada a ver com cigarro, mas com minha vida errante.

> minhas relações sexuais me impedem de salvar vidas
> meu cigarro tem me feito sem folego (ao menos no  futeba e nas andadas por Curita)
> a bebida tem feito estrago ao meu sistema digestório (ou seria digestivo? mudaram isso qndo eu estava na 4ª série)
> o truco não tem afetado nada, apesar de me ajudar a beber e fumar mais...

Houve um dia que pensei - "em um futuro, que não sei quando será, eu me tornarei uma boa pessoa. Mais responsável, centrada, sem vicios... e aí, sim, eu poderei chegar até ela e dizer algumas palavras bonitas que me levarão a fazer um pedido sério e verdadeiro, com toda a segurança... diferentemente do algo que me empede hoje. Um dia esse dia chegará"


Esquecendo que eu existo, e não posso ajudar,
ajude que você pode:

www.hemobanco.com.br


U2 - The Star Spangled Banner//Bullet The Blue Sky - (live from Tempe) >>
Dave Matthews Band - All Along The Watchtower (Live at Piedmont Park)


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A Procura do Meu Pôr-do-Sol

O sol se põe no horizonte
nenhuma estrela aponta no céu
ouço notas de músicas ruins,
bloqueio minha mente
e lembro dos sons
que me trazem sua imagem

Em um piano imaginário
você está aqui ao meu lado
encarando este céu
laranja-azulado

Batendo nas portas dos céus
a procura do meu pôr-do-sol

Odeio qndo estou alí cheio de idéias maravilhosas, intensamente influênciado por uma bela paisagem, e acontece uma coisinha que me tira a concentração, e perco as mais maravilhosas obras que eu poderia escrever. Eu poderia ser um novo Machado de Assis, mas o mundo prefere me tratar como o sobrinho-órfão.

In my life
I am not happy
I ever dream with
what I won't have


algo assim...


coldplay - warning sign
- em busca da Knocking on Haven's Door perfeita

domingo, 18 de janeiro de 2009

they say an end can be a start

"eu tava atrás do desapego, até você pintar..."

e era mesmo; indisponibilidade garantida. Batia os pés para a unânime chacota
e mantive a postura até que. eu não sei exatamente em que ponto as duas pontas se uniram, mas eu senti - amanhã eu te busco - busquei e sob a chuva, dei minha blusa para ela não se molhar, fiquei preocupada se sentia frio, na maior naturalidade. é incrível como me torno uma caixinha de clichês nesses momentos. submarinos, garçom e o papo aprazível amolecia toda a dureza de sentimentos que me conturbavam naquela época, pois como diria vossa santidade, ex boa é ex morta. rs mas não, eu não tinha problemas, aliás eu vi todas as soluções pintadas em minha frente em diferentes cores, mas não sabia como fazer, como tomar qualquer atitude sem parecer alguém pretensiosa e rasteira... em cada olhar trocado, o frio na barriga me rendia; queria tocá-la de mansinho no rosto e sentir o cheirinho da sua pele, do aroma do perfume que usava em sua roupa, confundi-lo com o meu e me tornar parte de suas lembranças. -f.r.i.e.n.d.s- ri como há tempos não ria, assim, com admiração, sabe? em transe. do nada - pé pé - coloquei os meus pés sobre os dela e nesse ponto tudo desarranjou, o coração perdeu o compasso, a pupila manchou a íris e eu a quis só pra mim, ali, brincando com meus pés, olho por olho. diferente de qualquer outra sensação. muito mais saborosa; puxei sua perna embaixo da mesa e deixei meus dedos correrem sem pressa. fiz carinho. eu não consigo lembrar o quê decorria com o resto da mesa e os outros quatro presentes, mas a sensação daquele contato não se omite de minha lembrança. bembom. - vamos embora - e na hora que ela foi ao banheiro, busquei uma resolução em segundos do que tinha acabado de acontecer e fui atrás, pedi um beijo, houve certo vacilo (condições inapropriadas), mas aí a proximidade dos lábios e o enlace das línguas era inevitável. o melhor! depois ela sentou no meu colo no taxi e minhas mãos, donas de si, apertaram seu corpo, minha boca beijou suas costas. muito afeto. (...) sem combinar, nos encontramos na hora certa e no lugar certo e com uma energia intensa e saborosa, confirmamos todo o sentimento, autenticamos ali o início de algo grandioso, isento de qualquer tentativa de esclarecimento. meu lugar é ao seu lado. todo instante em sua presença foi e é amor. mesmo quando não a conhecia. e agora que estou conhecendo, sinto sede, não tem como me supor sem. tem o sorriso que me vence.

"me traz um alívio"

~ the doors; the spy

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

caneta bic

apesar de ter sempre desconfiado da alegria excessiva dos outros, tenho me permitido sorrir com facilidade, mesmo com todas as peças incompreensíveis que não se juntam em minha vidinha maisoumenos.
aquele abraço, aquele (re-)encontro, aquela mensagem, aquele afago, aquela lembrança, aquela conversa cheia de banalidades e risos frouxos, despreocupados com a prometida ressaca...ou.

ontem não foi nada mais que a repetição de tantos outros dias somados, resultando numa história sem lugar nas prateleiras,
não por eles, mas por ser minha história e só
por eles, diria que viver é fácil

(...)

visitei a loucura por conta de algumas conturbações
mas logo voltei para respirar na superfície

e aqui estou.

não tenho noção do que tô fazendo aqui
e isso pouco me importa também...bah!


aqui, chico...
eu quero te ver e discutir tanta coisa...

inclusive te perguntar que papo é esse de paixão...? rs
é da mesma que eu corro hoje? haha


domingo e filmes?


nao fui ao jokers
fui ao café do teatro

e hoje eu nao fiz absolutamente nada, além de ter graves alucinações:
o relógio está funcionando ao contrário?

tanto trabalho

"Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus"


drummond






caneta bic preta



segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Aquele Segundo Constrangedor

Aquele segundo de silêncio. Tudo pára ao redor. Você sente sua bochecha corar. Vasculha a imensidão de sua massa cefálica e não encontra nada pra dizer. Aí vem um sorrisinho, e tudo parece bem novamente.
Quantas vezes já não passei por isso? E por que cada vez é diferente?
Passar um dia pensando em algo pra dizer, e no momento que deve ser dito, esquecer tudo.
Eu ficaria ali plantado feito uma samambaia, apenas olhando-a, por horas e horas, pensando no que falar, e ter medo de cada reação imaginada.
Cada detalhe em minha cabeça, cada um deles sendo esmagados por um imenso resumo de.... indefinição

Resumindo o dia: Paixão... ainda existe.


by fzotto



adoraria ir no joker contigo val. mas sa-co-lé, a grana e a situação educacional-trabalhista não me permite. saudade cresce.... mas em breve nos veremos..

domingo, 14 de dezembro de 2008

copo americano

tantas coisas amontuadas

a cabeça,
uma bigorna lançada do último copo americano de antarctica da noite.
latejando mais do lado direito do que do esquerdo. vai saber.
a garganta arranhada de sede, de mãos dadas com o estômago torturado

o toque do celular é abusivo para um domingo de manhã
quemseráessashoras?
ah! sim...
e aí estuprar a memória, para entrar em sintonia com os fatos.
(pula)

paracetamol e coca-cola
posição desfavorável para coluna e conversas por emiéssiêne.
pausa para o banho, cabeça baixa, jato d'água na nuca... tentando me livrar da nhaca, escarrando a carteira de cigarros fumada na noite anterior, pensando em parar de vez com essa merda fedida e deliciosa.

(almoço)

voltar para cama, colocar o notebook na barriga e escolher um filme "la flor de mi secreto".
algumas pausas para o tululu do msn e quem chama;
risos,
risos,
e a cabeça não corresponde aquilo
corresponde ao coração...o tal do pangaré autista, que pula como minha sobrinha pula numa cama elástica
bom,
o filme:
"a dor e o medo, justificam qualquer reação...mesmo a mais mal-educada"


.

um domingo de cama

tudo amontuado


vamos ao jokers amanhã, chico?



.
by val


Apenas o Começo

E aqui iniciamos... para onde vamos?
ninguém sabem, sequer nós
somos 2, aqui estamos
 
republica