quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Carta nº 1

Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber"

É difícil acreditar no Amor, quando hoje em dia o mesmo é produto excessivamente banalizado, de preço baixo ou sentimento que parou no tempo e não nos atinge mais como antigamente. Podemos ler o amor, podemos assistir o amor, ouvi-lo, mas senão nunca, só raramente o sentimos.
Algumas vezes acreditei amar, mas a verdade é que só comprei a ideia do que li, assisti e ouvi. E tudo que é fake plastic tem data de fabricação e validade, não adianta, até as lágrimas da dor hoje sei que foram por um ego em pedaços, pela vergonha de perder a posse de algo que nunca tive. O que pensava que era amor, era só um contrato entre partes querendo a mesma coisa num determinado tempo, tempo esse que dá corda para um caprichar na manipulação da própria história, reunir neuras, fabricar ilusões e realizá-las em dramas mexicanos, enquanto o outro se dana. É como em "Goldfish Memory"; enquanto o verdadeiro amor não aparece, nós transitamos por esses scripts pré-elaborados por uma memória coletiva de milhares de anos de relacionamentos, acrescentando alguns - dispensáveis, porém inevitáveis - detalhes.

Dia 9 de Agosto de 2011, te vejo pela primeira vez no John Bull. Uma semana depois, nos conhecemos. Naquele Agosto 16, é como se eu tivesse pisado num campo novo da minha vida, para explicar melhor, digo que agora ao falar sobre, estou feliz em repassar a história e que me correm lágrimas de emoção. Não foi algo arrebatador, foi delicado. Não neguei sua passagem para minha vida, deixei que tomasse seu lugar, que soltasse borboletas para dançar em mim, me observei não inebriada, mas um tanto consciente e firme. Claro que por minha impulsivividade, meu jeito, parecia que o mundo acabaria no instante seguinte, mas sinceramente? Eu sabia que não acabaria e teria muito tempo para te ter por perto e cá estou. A, você é uma mulher incrível, sou fascinada com teu jeito...desde como mexe na bolsa para pescar algo de lá de dentro, como anda calma e ereta - algo que revela parte de sua postura com a vida. Sou fascinada com teus olhos a luz do dia; calorosos. Me admira a intimidade que você tem com sua vaidade. Os desejos que tem aí dentro de viver coisas novas misturados com as vontades velhas, sejam elas docinhos azedos, cerveja preta ou ver seu ursinho. Sem jamais esquecer o chá, claro.

A Audrey é meu alterego felino.

Sua mãe é um doce, a vejo e tenho vontade de abraçá-la, mas ainda estou governada por certa timidez e certa insegurança. Não quero desapontá-la; ela ou qualquer pessoa da família, inclusive suas amigas.
Digo isso, pelo valor que você tem na vida delas e agora tem na minha também; eis aqui uma das razões por estar escrevendo: eu sei que tenho andado estranha quando estamos longe, que não atendo o básico e hoje quando você disse que "tem coisas que desanimam" senti que foi ligado à mim. Não sei se exclusivamente, mas senti como. Talvez seja a tpm, talvez seja fase ou talvez seja algo que não descobri ainda, mas não importa o quê, darei jeito.
Você me trata tão bem, sinto tanto carinho e atenção de sua parte, sou derretida por seus cuidados comigo, portanto, não merece meus desvios.

Talvez você entenda como precipitado quando soltei "Eu amo você!" aquele dia no (...), mas foi sincero e a primeira vez na vida que digo algo para alguém sem egoísmo. Eu disse para você, por você, por quem você é, não por mim. E você é a melhor parte da minha vida.

Desculpe meu desajeito com o relacionamento, mas não duvide da minha vontade de fazer dar certo.

domingo, 7 de agosto de 2011

Castels Made Of Sand



Em três semanas faz dois dias que não me lembro de ter sonhado com ela. O último deixou cenas agradáveis até.

Via nossas sombras misturadas com nossas risadas, dançando na grama de um verde daqueles que só é encontrado na Irlanda, ou talvez na Escócia. Talvez estivéssemos mesmo nas cercanias de Inverary Castle, ou talvez Dromoland. O fato é que brincávamos com uma bola de futebol e tudo estava iluminado.

[Corta]

Acontece que um sonho desses não cabe numa realidade como a nossa e para provar isso é só desmontar a cena e considerar os signos isolados:

O futebol é um jogo.

No jogo há disputa.

Disputávamos a bola, que no caso, era a razão.

Para manter “a bola”, escolhi pela defensiva (passiva?)

Ela - para roubar “a bola” - atacava. Chegava me puxar pelos braços, me dar típicos tapinhas (sim, aqueles pedalas) para me distrair.

Toda nossa relação foi uma disputa desenfreada. O sonho era pesadelo e o pesadelo é a realidade. Não se pode nem mais sonhar...

domingo, 1 de maio de 2011

#25

La pelas tantas a coisa estava meio maluca. Saí cambaleando de dentro da casa, dei três ou quatro passos em direção ao gramado e cai de joelhos. Ainda era concreto, não foi muito fácil perceber isso no momento. Balançando como um acrobata que pega impulso para o grande salto levantei e continuei meu caminho pelo quintal.

Parei ainda de pé e milagrosamente me virei para a casa deparando-me com uma daquelas cenas cômicas que não importa o quão mal se esteja você vai lembrar. Outro cara agachado em baixo de uma mesa esforçava-se para acreditar que um pedaço de mignon não era seu celular.

A Terra girava ferozmente. Você não faz idéia. Não demorou muito pra ela vencer. Caí de costas na grama. Tentei, não consegui levantar. Batalha perdida. Fiquei ali parado admirando o nada por algum tempo, em seguida como uma criança de 10 anos que cansou de perguntar para os pais quanto tempo de viagem ainda falta, revirei os bolsos procurando alguma coisa que me entretece. Qualquer coisa.

Foi quando o achei um cigarro, o último por sinal. Alguém havia levado seus irmãos num momento de descuido. Estava amassado, torto e tinha alguma coisa na ponta. Mas olhando-se fixamente ainda impunha respeito.

Perguntei para um besouro despreocupado se ele tinha fogo, indiferente saiu voando. Virei para o outro lado. Um grupo de garotas passava conversando alto, acho que iam embora.

- Já vão? Ainda é cedo.

- Aham... Com um ar de desdém.

- Por acaso nenhuma de vocês teria fogo para iluminar esta pobre alma perdida?

- Que? Perguntaram as quatro ou cinco garotas meio que ao mesmo tempo. Pensando bem talvez fossem duas.

- Fósforo!

- Serve isqueiro? Disse uma loira. E eu que pensava que era o rei das piadas ruins.

Ela então se aproximou e acendeu o isqueiro, eu não me movi, apenas sorri enquanto ela inclinava-se para animar meu amigo, o cigarro.

Deitei a cabeça novamente no verde e fiquei ali encarando as estrelas, estas que agora já estava praticamente todas encobertas pelas nuvens.

O jornal havia anunciado chuva e por mais que eu dissesse “Sem chance” enfim eles acertaram. Uma fina garoa que em pouco tempo já era grossa começou a cair. Não tentei levantar, alguns minutos depois podia sentir a água escorrendo em baixo de mim. O cigarro continuava queimando, a fumaça subia e se dissolvia numa dança suave em meio às gotículas que caiam. As pálpebras molhadas transformavam as luzes dos postes em cristais brilhantes. Finalmente havia eu tocado as estrelas?

Já estava me pondo a dormir quando uma luz vermelha que ia e voltava chamou minha atenção. Ficou muito mais fácil ver o que era quando a grande ambulância vermelha parou ao meu lado. De fato era natal. Talvez não fosse uma ambulância. Quem sabe fosse Papai Noel e era hora dos presentes.

Saudades

"Não se preocupa,
você já passou por isso antes..."


Sinto saudades da vida que nunca vivi
Dos amigos que nunca fiz
Das pessoas que jamais conheci
Das lembranças que nunca tive
De você

sábado, 29 de janeiro de 2011

Subway

O Subway provavelmente foi criado por algum senhor de trinta e pouco anos classe média-alta que morava com a mãe e era gay.
Ele trabalhava em algum escritório e saía tarde todos os dias. Chegando em casa as 20h, a mãe estava no bingo, como o pai já havia falecido, ele abria a geladeira e colocava tudo o que encontrava em um pão, inclusive o picadinho de carne que sobrou do almoço.
Certo dia, ele foi demitido de seu escritório, chegou em casa como hábito, preparou seu sanduíche de restos, e ao sentar-se na mesa pensou "Hey! agora que eu não tenho emprego... posso começar meu próprio negócio!" e assim olhou para o sanduíche em suas mãos com aquele olhar de "tive uma idéia".
Eis Subway:
Ps. Gay, eu defini pela quantidade saudável de verde nos sanduíches.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Sábado na rua


Toda a cidade respira a noite de sábado. O ar está pesado, como se fosse chover. As nuvens no céu escuro geram leves contrastes mostrando algumas estrelas tímidas.
É possível ouvir os sons dos carros dos playboy's reproduzindo em MP3 as novas músicas populares. Pessoas se juntam em frente as casas de amigos tomando cerveja e jogando conversa fora, todos pensando em como a noite terminará, tentando aproveitar cada segundo.
O que eu faço é andar pela beira da rua, ao lado do meio-fio da calçada. Eu e meu cigarro aceso. Pensando sobre a vida, sobre os últimos acontecimentos, e para onde seguir. Pensando em como as pessoas decepcionam. Pensando que talvez eu não condiga com o que o resto pensa.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Chuva Inspiradora


"Rain Man" (but nothing to do with Raymond Babbitt)

adocica

"Even lost and blind I still invented love"





quinta-feira, 26 de agosto de 2010

i got caught in a storm and carried away

"I got caught in a storm
That's what happened to me
So I didn't call
And you didn't see me for a while"



Olha, eu não preciso falar aqui o quão sou incoerente em todos os sentidos da minha vida. Cada um de vocês devem colecionar mais de uma complicação minha na memória.
Eu sou um vacilo que procura novos erros a cada interação e não, minha gente, não é de propósito, pois eu sinto coisas boas e então a intenção não pode ser outra, mas o resultado, ah o resultado... não sei aonde meu espírito descarrilha exatamente, mas há sempre um ponto cego que resulta num desvio de princípios.
Procurei em vários horóscopos pela descrição do meu signo e não me encontrei em nenhum. Por que diabos é tão difícil ser uma pisciana convencional, entregue as grandes emoções e ao invés de me acabar em encadeamentos lógicos não me jogo num mundo belo, onde tudo seria um coração gordo dançando batidas suntuosas de satisfação por viver bem meus sonhos (mesmo caindo na real vezenquando)? Bem, vai ver é a lua em leão, o ascendente escorpião ou o aquecimento global. Ok, talvez tenha passado da hora de procurar um terapeuta, mas enquanto não o faço, estamos nós aqui nesse mundo de meu deus: eu falando do meu transtorno e vocês aí, se identificando.
Enfim, para entenderem melhor, conto que sou tão impossível que minha babá me deixou quando eu era pequena. Dezoito anos mais tarde, tive um problema judicial e meu advogado abandonou meu caso....Apesar de entender que foram prejuízos merecidos, não me incomodei tanto e aí aconteceu a minha pior perda: o meu Amor. O meu Amor me abandonou. Ele não só me abandonou, mas também inventou uma vida para mim. Usou meu nome e endereço e com imaginação me deu uma nova paixão, sentenciou-me uma vida plena em que ele não cabia mais e acreditou em suas criações. Já é sabido que em certas noites, no seu quarto escuro, fumando o último cigarro na janela, a saudade vinha lhe trazer a realidade e ela - o meu Amor - julgando-se desabitada, negava a desconfiança de si e ia dormir inquieta, mas não, não desistiu de seu projeto, pois era um alívio acreditar naquelas quimeras.
Do lado de cá, ao contrário do que meu Amor sonhava, eu estava em frangalhos...a razão me doía em forma de pânico, então tentava embalar meus sentimentos em busca de calma, mas de nada servia: eu era um bicho assustado. Isso explica o silêncio que só fez alimentar o talento do meu Amor.
Captaram o clichê? Asmodeu venceu novamente e ri de sua vitória.
Eu, imersa em meu turbilhão. Ela se tornando cada vez mais egoísta em acreditar em suas suposições.

Está aí o preço mais caro que tive que pagar pela passividade em relação ao emaranhado de pensamentos que me assaltam, meus amigos. Esta aí a consequência de ser desprezível aos olhos do seu, do meu Amor. Mal sabe que ainda sou tonta por suas piadas, suas crises de insegurança, por sua família, suas pintas, cicatrizes, gosto, cheiro, calor, seu jeito de apoiar o pé na outra perna, formando um 4 para fumar na janela...cantarolando. Mal sabe que ainda a amo, porque como diria Snoopy "Palavras não podem dizer o quanto eu te amo; então esqueça."
.
Do romance suave à tragédia espinhosa.
Números de pizzarias acumulados de pizzas não comidas, uma bicicleta comprada, noites de insônia, playlists de músicas melancólicas e a vergonha por ser como sou.

(to be continued)











quinta-feira, 29 de julho de 2010

Achados e Perdidos

Encontrei alguém que eu passaria o resto da minha vida sentado a uma mesa de café apenas conversando sobre filmes, música, livros e gostos em comum.

Ratinho! Quanto sai um DNA?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

the damage done

tudo o que eu sempre quis...

só esqueceu o fundamental.

domingo, 11 de julho de 2010

When You Walk Alone Saturday Night

#Post retido por envolver tópicos terroristas, imorais, com repercussão religiosa.#

na real seria muito processado...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Sorry

Como disse o Green:


Desculpa!

domingo, 6 de junho de 2010

Mau-humor collection

tweet revival


As vezes me sinto como se estivesse preso, mas preso no meu corpo. e meu corpo está preso nessa vida, e essa minha vida é limitada a este espaço, este ambiente.
É como se eu olhasse de um outro plano. Pareço estar jogando Call of Duty.

Minha vida é uma versão vagabunda de um jogo em primeira pessoa. Você tem a mesma visão que o personagem, pode ser sua mão segurando a faca, seu inimigo a sua frente, mas, não é você quem está ali.
E tudo o que quero, é me livrar de tudo. Sair do jogo, sair dessa vida. Não me sinto aqui.
Eu fui jogado na vida, não fui direcionado as situações atuais por escolhas próprias, não sou eu aqui.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

At least... the end

Até que enfim acabou o mês de maio!

tenho 2 felicidades no ano.

1 quando ganho presente de amigo secreto que é possível trocar (não regular, tem ano que não vem algo desse tipo, e outra pq dificilmente me dou bem em amigo secreto).

1 quando no dia primeiro de junho! porque esta droga de mês de maio acabou.
Começou logo em 1989, quando nasci. voltou em 2005, e todo ano continua a me assustar.

praticamente 98% de tudo que faço, dá errado!

Mas agora.... agora a vida mudou.... pq maio se foi...


ou não...

domingo, 23 de maio de 2010

Maio

Mês de maio é uma bosta!




domingo, 16 de maio de 2010

Dazed And Confused

OK ok, meu último post foi uma porcaria... então apelemos para quem sabe se expressar, o que não é meu caso:

Quis nunca te perder
Tanto que demais
Via em tudo o céu
Fiz de tudo o cais
Dei-te pra ancorar
Doces deletérios

Eu quis ter os pés no chão
Tanto eu abri mão
Que hoje eu entendi
Sonho não se dá
É botão de flor
O sabor de fel
É de cortar.

Eu sei é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
O que eu preciso é lembrar, me ver
Antes de te ter e de ser teu, muito bem

Quis nunca te ganhar
Tanto que forjei
Asas nos teus pés
Ondas pra levar
Deixo desvendar
Todos os mistérios

Sei, tanto te soltei
Que você me quis
Em todo lugar
Lia em cada olhar
Quanta intenção
Eu vivia preso

Eu sei, é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
Do que eu preciso é lembrar, me ver
Antes de te ter e de ser teu
O que eu queria, o que eu fazia, o que mais?
Que alguma coisa a gente tem que amar, mas o quê?
Não sei mais

Os dias que eu me vejo só
São dias que eu me encontro mais
E mesmo assim eu sei tão bem
existe alguém pra me libertar

Melhor que isso só Chico (o Buarque). Vou nem tentar me incluir na letra... é o melhor que posso fazer

sábado, 15 de maio de 2010

Bring That Beat Back to Me Again

@FZotto diz:
to irritado. devia ter mandado esse tcc pra putaquipareo e ido te ver!
você estava certa!


Eu preciso nomear isto.
Brainstorm é quando você estimula várias idéias tentando focar em algo.
O que tenho são várias idéias aleatórias espontâneas que me tiram do foco. Não consigo produzir nada. Nada mesmo.
E é a partir daí que surgem este tipo de coisa que está lendo agora.
Quando estou "travado" assim, nos bons tempos, eu saía com algum amigo e caminhávamos por um tempo, falando dessas idéias, as quais são tão desconexas umas das outras que no final apenas esquecemos e é como se nem tivéssemos falado. Normalmente era a Julie ou Daniel. Hoje, os bons tempos passaram. Dan está em PG, Julie tem outra cabeça. Na verdade acho até que a Julie nunca aproveitou deste tempo com o mesmo intuito. Hoje tudo que sobra sou eu, cigarros e lamentos.
Passo por lugares onde passávamos antes. Revejo meu colégio, o posto onde comprávamos cerveja, o por do sol, o céu bonito, e todos os outros detalhes de quando a vida era simples. Relembrando.
Voltei a minha idéia de mudança de vida. a Proudest Monkey. A idéia é a da música da minha banda favorita. O macaco que desce da árvore e vai para cidade, onde tem todo o barulho, fica orgulhoso, andando ereto. Mas então chega o dia em que começa a refletir, se ele não queria a vida simples de antes.
É o que fazemos. Ou pelo menos eu fiz. Quando tinha uma vida simples, prezei por complicá-la. Agora que tenho toda essa complexidade, fico relembrando de quando ela era simples.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

inutilidade pública chamada coração

Tudo que falamos significa apenas duas coisas. Dinheiro ou solidão. Ou um, ou outro ou os dois.
Queremos um emprego porque queremos dinheiro
Queremos estudo porque queremos emprego
Queremos aquele colégio porque queremos amigos
Queremos amigos porque queremos companhia
Queremos companhia porque precisamos ser ouvidos
Queremos ser ouvidos porque temos idéias
Queremos ter idéias por que queremos ser alguém
Queremos ser alguém para impressionar outro alguém
Queremos impressionar alguém porque queremos ser importantes
Queremos ser importantes porque queremos que nos amem
Queremos que nos amem porque queremos alguém que se preocupe conosco
Queremos que se preocupem porque queremos dizer que temos um amor
Queremos amor porque com ele vem sexo
Queremos sexo porque nos traz prazer
Queremos prazer porque fazemos uma familia
Queremos familia para não acabarmos a nossa vida sozinhos
Mas... porque não quer ficar sozinho?

sábado, 8 de maio de 2010

As Smiths Says...

And you even spoke to me, and said:
"If you're so funny
Then why are you on your own tonight?
And if you're so clever
Then why are you on your own tonight?
If you're so very entertaining
Then why are you on your own tonight?
If you're so very good-looking
Why do you sleep alone tonight?
I know...
Because tonight is just like any other night
That's why you're on your own tonight
With your triumphs and your charms
While they're in each other's arms..."

Como pode elas mal se relacionarem assim? Como podem falar o que falam e fazer o que fazem?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

If I Could I Would!


Sometimes I can’t
Move my feet it seems
As if I’m stuck in the ground
Somehow like a tree
As if I can’t even breathe
And my screams come
Whispering out
As if nobody can even see me
Like a ghost
I can’t see myself sometimes

Then again if I were a king
If I had everything
If I had you
And I could give you your dreams
If I were giant size
On top of it all
Tell me what in the world
Would I sing for
If I had it

Sometimes I feel lost
As I pull you out like
Strings of memories
Wish I could weave them
Into you
And I could figure the
Whole damn puzzle out

But then again if
I were a king
If I had everything
If I had you
And I could give you your dreams
If I were giant size
On top of it all
Tell me then
What I would sing for
If I had it all

Ohhhhhhhh
I could take anything
If I had no greed to big
Just poison tainting the green

Remembering time
Much younger than me now
When my breath was light
When the world raised me kind
Here the mother comforts child
Every moment was waking up
But now I have grown tired

If I had it all
Oh I’d fuck it up sure

If I were a king
If I had everything
If I had you
And I could give you your dreams
If I were giant size
On top of it all
Tell me what in the world
Would I sing for

If I were a king
If I had everything
Piece by piece
If had you
If I could give you your dreams
If I were giant size
On top of it all
Then why in the world
Would I sing
If I had it all


segunda-feira, 29 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

we got the power

(esqueci de postar no dia, mas taí um e-mail que enviei pro time das meninas no dia 08 de Março)

AAH!
Parabéns à todas as rachas que arrasam na vida.
Que não perdem o rebolado numa calçada de paralelepípedo e nem a pose quando chuva cai sobre sua impecável chapinha.
Parabéns as que cozinham bem e as que têm paciência para lavar a panela preta de arroz queimado, mas continuam queimando.
Parabéns as mulheres que conseguem cumprir uma dieta e as que não conseguem, mas não sentem-se culpadas por terem deliciado uma porcaria hipercalórica.
Parabéns as que ralam duro no trabalho para no fim do mês garantir seu avon/natura na sacolinha com um brilho nos olhos sem igual.
Parabéns à todas por suportarem pinças, ceras, giletes, absorventes, pílulas, cremes para dia/tarde/noite, homens grudentos demais, galinhas demais, tranquilo demais, tapados demais, engraçadinhos demais, a bolsa de valores (pode ser ela de mão ou ombro) furada, onde cai todos seus acúmulos diários por baixo do pano, fazendo com que aconteça uma crise em procura das chaves, do batom, do celular, das moedinhas de troco da revista voltada para o público feminino, etc.
Parabéns as que resistem vitrines e vitrines de roupas lindas e caríssimas, para passar o cartão na C&A, Marisa, Renner, Riachuelo e para cama-mesa-banho; Pernambucanas. Parabéns àquelas que não resistem ÀQUELE sapato e depois de comprarem não tiram o sorriso do rosto, mesmo com os pés em bolhas.
Parabéns as que conseguem tudo dos bofes, só com aquele olhar de gazela desmiolada desprotegida dos perigos de um inseto não-identificado e parabéns as que conseguem continência deles com um imperativo infalível.
Parabéns as loucas escandalosas, barraqueiras, que adoram um bafo e garantem espetáculo para o público.
Parabéns as sentimentais, sensíveis, inseguras por aguentarem firme apesar dos pesares.
Enfim...
podia passar o dia aqui, mas tenho que trabalhar, né mesmo, minha gente?

Ser mulher é viver com emoção, fala sério!
Nada é simples, tudo é complicado e se não é tpm, é menopausa, é a meia calça desfiada, é aquele quilo a mais que apareceu de um dia pro outro, é o desaforo do cabelo que é uma vida a parte habitando nosso corpo, ihh..tanta coisa...

Força, tigrada.
Continuem fazendo desse mundo de meu deus um lugar melhor de se viver.
Todas vocês são lindas absolutas!
Tenham um ótimo dia hoje.

Valéria.

terça-feira, 16 de março de 2010

minha butterfly

"Foi quando vieram os pesadelos. O meu olho pedindo por favor, vá embora. E não era simples assim quebrar o pacto. O fruto apodrecido no galho também guardava sementes. Diante da crueldade da minha indiferença, mostrou-me a cicatriz da asa perdida sangrando. E me fez sangrar também. A música estourando nossos ouvidos no momento da guerra. Não me deixaria ir até que eu assistisse à última cena do desespero de me perder. E eu, sem qualquer paciência pra Puccini, destilava ironias refinadas e dava a cara pra bater. Venha pra cima, meu bem. It's decision time! Sou uma dama caprichosa que se permite indumentárias as mais diversas. A dança maníaca nos embriagava. Eu não ia parar até ela se sentir novamente cheia de munição para acertar outra vítima. Vamos, beba todo esse copo de lágrimas. Alimente sua alma com o sofrimento que o seu amor me causa. A loucura dela me fascinava e me adoecia. Essa era a minha última provação para sermos iguais. Dava-me certeza de que eu estava pronta pra enfrentar o risco do amar. Anjo cego que voa no altíssimo para não esbarrar em rochedos. Anjo equivocado que se diverte e sente culpa. E chora por não conseguir ser sozinho. Eu querendo pra o meu uso e proteção essa força toda. Louca por provar do amor do mundo. Esse que atravessa solidões e escuros e não permite que os morangos fiquem mofados. Devora-os antes."


a autora: Assionara Souza (Caicó-RN, 1969). Mora em Curitiba. É autora de Cecília não é um cachimbo (Rio de Janeiro: 7letras, 2005). Prepara o novo livro de contos Amanhã. E com sorvete!. É pesquisadora e estuda a obra do escritor pernambucano Osman Lins. Mais em seu blogue Cecília Não É Um Cachimbo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

ajuda eu, cláudia!





@FZotto diz:
*num dá uma raiva de apertar o f1 ao inves do esc?
*pqp
valéria diz:
*que o f1 faz?
@FZotto diz:
*ajuda
valéria diz:
*aperte F1 e deus irá resolver seus problemas?

domingo, 28 de fevereiro de 2010

It's In His Childhood

Pedro e André tem 10 anos. São vizinhos, e nesta idade, amigos são sempre seus vizinhos. Pois quando eles tem 40 e você 20, são seus inimigos mortais.
Pedro correu até André em uma manhã de sexta-feira de verão.
"André! Meu pai conseguiu um emprego novo!"
"Outro?"
"É, nesse ele arruma coisas pra empresa que vende água mineral. Vamos lá em casa, quero te mostrar uma coisa que ele trouxe."
caminharam do portão da casa de André, até a garagem da casa de Pedro em silêncio, André visivelmente interessado.
Sobre uma bancada tinha um pesado equipamento, cheio de formas e uma alavanca
"O que é isso?"
"É um troço que lacra galão de água."
"humm... E no que é útil?"
"Pra nós é inútil!"
"Mas então pra que porra você me mostrou isso?"
"Pois é, era inútil. Eu fiquei pensando no que poderia fazer pra tornar isto útil. E cheguei a algo!"
"O que?"
"Ta vendo esse galão vazio?"
"Um. O que que tem?"
"Vamos mijar nele até encher, lacrar, e depois enterrar pra deixar nosso mijo pra eternidade"
"Hummmmm... tive uma idéia melhor"

Assim, os garotos tomaram mais suco que sua vida toda, apenas na mesma tarde, mijando no galão. Encheram-no em 5 horas. Com esforço lacraram.
Colocaram no carrinho num carrinho de mão. Levaram até a venda do seu Joaquim. Pedro distraiu o português, enquanto André colocava o galão junto com os outros para vender.

Devido a cor do galão, ninguém notou que era mijo.
Os funcionários do escritório de contabilidade, que comprou o galão, perceberam após uns 20 ou 30 copos. O suficiente para alguns adoecerem.

O processo que o escritório moveu contra a empresa de água foi o suficiente para o fechamento da empresa. Fazendo com que o pai de Pedro perdesse o emprego.

Ele foi trabalhar para uma gráfica.
"Outro?"
"É vem aqui, quero te mostrar uma coisa que ele trouxe de lá!"

21:14


Sem a segunda as noites de domindo não tem mais graça...

let's have a war...so u can go and die

(imagem do filme "Gritos & Sussurros, Bergman)


minha consciência é uma cidade
meus pensamentos estão bombardeando a cidade; as paredes, as pontes, os prostíbulos, torres, parques, hospitais, bares, escolas da cidade. tudo é escombro.
blitzkrieg sem trégua
longas caminhadas nevrálgicas meio a gritos & sussurros
o timoneiro aponta pro alívio, mas com a probidade mutilada, a inconsciência não passa de bússola quebrada. o paraíso é só miragem

o futuro está condenado pois o campo da esperança está coberto por minas de aflição

a sanidade encontra-se guardada pela resistência, tossindo o pó da ruína. Ainda viva, quase morta, implora para que eu não desista da minha própria guerra.

a paisagem cinérea é resultado de investidas perfeitas de um motim de pensamentos cruéis
a vida dói em mim em forma de perguntas



acho que vale deixar aqui o trecho de um filme do Bergman:

“Se por acaso você tiver reunido todas as nossas dores em seu pobre corpo, se tiver levado nossas dores em sua morte, se encontrar Deus lá em cima, neste outro reino, e se ele se dignar a voltar o rosto em sua direção, se você conseguir falar numa linguagem que ele compreenda, se por acaso conseguir realmente falar a este Deus, então reze por nós. Agnes, minha querida menina, escute agora o que lhe digo: Reze por nós que permanecemos nesta terra sombria e suja, debaixo de um céu vazio e cruel. Coloque seu fardo de dor aos pés de Deus e peça que ele nos conceda o seu perdão. Peça-lhe para nos livrar da ansiedade, do desânimo e da dúvida profunda em que nos encontramos. Peça-lhe para dar um sentido a nossas vidas. Agnes, você que sofreu tanto e por tão longo tempo, deve ser digna de interceder em nosso favor.”












Starbucks






algum tempo atrás enviei e-mail para o faleconosco da starbucks:

"Eu não posso acreditar que Curitiba ainda não tem sua Starbucks"

uma semana mais tarde recebi uma resposta cordial informando que por enquanto não há previsão de franquia na terrinha do LEITEQUENTE.
O negócio está com pé fincado somente na ponte RIO-SÃO PAULO.



well, well, well apreciadores de café...o jeito é conformar-se com os cafés especias do Lucca.


@FZotto diz:
*lugar legal
*amigo meu vai no kauf estudar. ele ia gostar daí
valéria diz:
*kauf is so last week
paris hilton sobre o kauf café
@FZotto diz:
*huuheahuea
*eu comeria a paris hilton
*nas mesas do kauf
valéria diz:
*tiraram os quadros de palhaços de lá
*e a lei tirou os cigarros
@FZotto diz:
*nem lembro dos quadros....
valéria diz:
*no Lucca dá pra fumar nos banquinhos de praça que instalaram na calçada
@FZotto diz:
*era legal o cantinho pra fumar


PLAYING NOW: tom waits - jockey full of bourbon (que por acaso, encenou uma das histórias de Coffee & Cigarettes onde o café é apreciado junto com o caretinha em um papo engraçado com o Iggy Pop)

Pablito





Poema 14






Juegas todos los días con la luz del universo.
Sutil visitadora, llegas en la flor y en el agua.
Eres más que esta blanca cabecita que aprieto
como un racimo entre mis manos cada día.

A nadie te pareces desde que yo te amo.
Déjame tenderte entre guirnaldas amarillas.
Quién escribe tu nombre con letras de humo entre las estrellas del sur?
Ah déjame recordarte cómo eras entonces, cuando aún no existías.

De pronto el viento aúlla y golpea mi ventana cerrada.
El cielo es una red cuajada de peces sombríos.
Aquí vienen a dar todos los vientos, todos.
Se desviste la lluvia.

Pasan huyendo los pájaros.
El viento. El viento.
Yo sólo puedo luchar contra la fuerza de los hombres.
El temporal arremolina hojas oscuras
y suelta todas las barcas que anoche amarraron al cielo.

Tú estás aquí. Ah tú no huyes.
Tú me responderás hasta el último grito.
Ovíllate a mi lado como si tuvieras miedo.
Sin embargo alguna vez corrió una sombra extraña por tus ojos.

Ahora, ahora también, pequeña, me traes madreselvas,
y tienes hasta los senos perfumados.
Mientras el viento triste galopa matando mariposas
yo te amo, y mi alegría muerde tu boca de ciruela.

Cuanto te habrá dolido acostumbrarte a mí,
a mi alma sola y salvaje, a mi nombre que todos ahuyentan.
Hemos visto arder tantas veces el lucero besándonos los ojos
y sobre nuestras cabezas destorcerse los crepúsculos en abanicos girantes.

Mis palabras llovieron sobre ti acariciándote.
Amé desde hace tiempo tu cuerpo de nácar soleado.
Hasta te creo dueña del universo.
Te traeré de las montañas flores alegres, copihues,
avellanas oscuras, y cestas silvestres de besos.

Quiero hacer contigo
lo que la primavera hace con los cerezos.

RONALDO!

idéia do dia:

leonardo dicaprio na cena clássica do titanic, de braços abertos, vestido com uma camisa do curíntia e a legenda:
- eu sou o rei do morro!

estou providenciando a imagem

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Another Goodbye



There are places I remember all my life,
Though some have changed,
Some forever, not for better,
Some have gone and some remain.

All these places had their moments
With lovers and friends I still can recall.
Some are dead and some are living.
In my life I've loved them all.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

fiery eyes





"her hair is harlowe gold
her lips sweet surprise
her hands are never cold
she's got bette davis eyes"

as impressões do dia deitadas sobre o sonho da noite
um sofá e a luz parecia não se lembrar de iluminar, mas seus olhos sim...
olhos indomáveis. par de intrusos dispostos a desordem
...e assim foi.
eles descosturaram pontos há muito dados por outrem. senti mesmo rebentarem as linhas cosidas com tanta destreza pelo passado.
a violência e minha perplexidade.
quando pensei em fugir, já sabia que era tarde demais... todas suas perturbações foram derramadas em mim, formando sensações mais perigosas do que eu estava acostumada a fantasiar.
olhos clandestinos despertos a roubar vidas: roubou a minha.
(...)
pela manhã, com o café na xícara e os pensamentos truncados, me sentia incapaz de reagir...
sem escolha, uni e diluí minha curiosidade ao (que parecia) transitório... "Segredos misturam-se em cada piscar daquelas órbitas selvagens." indagava eu, observando a fumaça do cigarro dispersar no vazio. "Transitório não: perene", reconsiderei.
(...)
Contei à ela sobre o sonho com as mãos geladas, a alma quente...exultante. Ela mirava-me com um olhar de timidez impostora, mas manso... me fez compreender a realidade no sonho: Sou também uma de suas perturbações agora.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Rede de Varanda

Eu me exímio de comentários:

O que eu posso fazer
Se a vida me devolve pra você
O que eu posso fazer
Se a vida me devolve pra você
Me devolve pra essa
Rede de varanda
Me devolve pra essa
Ilha de sossego
Pra esse braço
Pra esse beijo
Então eu fujo
Eu me fantasio toda
Eu me faço de outra pra
Você me esquecer
Conto meus segredos
Eu escrevo os detalhes
Pra ver se você se assusta
Com que vê
A tua santa tá querendo te enloquecer…
A tua santa tá querendo te enloquecer…


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Videoclipes

Deitei a pouco e fiquei ouvindo o som. Imediatamente vieram imagens.

Não dá para ouvir bem, mas o som é este…

É algo como um roteiro de videoclipe que nunca será feito:

Homem de chapéu preto, camisa xadrez, calça jeans, botas de couro. Estilo country americano. Ele está andando por uma rua parecida com aqueles cenários de filmes Westerns. Casas de madeiras, uma lojinha ou outra. Há um carro velho estacionado em frente a um botequim. Ele para na entrada. Caminha até o balcão comprido. Fica olhando para o banquinho metálico com uma almofada vermelha, semelhante a couro vagabundo. Senta-se. Faz um sinal de “3” doses para o atendente grisalho de bigode.

Fica olhando o bigodudo servindo-o. É como se a cena fosse gravada uma vez, e editada em repetição. Ele coloca uma dose. Repete-se uma vez. Repete-se outra vez. O forasteiro pega o copo. Levanta-se, joga moedas no balcão. Vai até a porta. Um garotinho de uns cinco anos está recostado, com um chapelão que as abas fazem parecer sombrero apesar de ser um cowboy. Segura um canivete vermelho, como seu coletinho sobre a camiseta também xadrez.

O forasteiro sai do bar, mas para à entrada, olhando o garotinho. Seus momentos de reflexão são trocados pela dupla tocando a música no canto do boteco, onde alguns outros bêbados param assistindo.

Forasteiro mata a dose tripla num só gole. Larga o copo no chão, e toma posição para atacar o garotinho como brincadeira, que se inclina também. Joga o canivete de uma mão para a outra como um gangster. O forasteiro sorri, o garotinho lhe dá um golpe logo acima do joelho.

Ele cai. Mais pela surpresa do que pelo golpe. Rápidamente o garotinho arranca o canivete e dá outro golpe, agora no ombro. O forasteiro se estira no chão de madeira que se estende a um metro além da entrada do bar, segurando no local do segundo golpe, encolhendo os ombros. Surgem das laterais do boteco várias crianças que pegam seu chapéu e pertences de seus bolsos, enquanto outras o chutam, fazendo-o se encolher.

As crianças saem correndo. Ele fica um pouco no chão estirado. Depois se levanta. Entra novamente no boteco e senta-se novamente em frente ao balcão.

O bartender bigodudo olha-o com cara de “eu lhe avisei” e serve-o um copo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

passive-agressive bullshit



wake up and face me
don't play dead, coz maybe
someday
i'll walk away and say

YOU FUCKING DISAPPOINT ME!
.

it's your right and your ability to become my perfect enemy



(a perfect circle - passive)

 
republica